<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332</id><updated>2011-04-21T15:30:58.962-07:00</updated><title type='text'>Folhas partidas</title><subtitle type='html'>blog de 
&lt;a href="http://ricardr.multiply.com"&gt;Ricardo de Almeida Rocha&lt;/a&gt;

Este ano:    
&lt;a href="http://2007-ricardo.blogspot.com"&gt;ricardr - rocha on the horizont&lt;/a&gt;

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&lt;a href="mailto:ricardrbr@yahoo.com.br"&gt;Ricardo&lt;/a&gt;</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>112</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-8024603419849520063</id><published>2008-11-14T03:57:00.000-08:00</published><updated>2008-11-14T04:00:09.731-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esses pássaros que me rodeiam, esses pássaros que me fazem serenata,  saberão o quanto estou desesperado? Outra coisa: meu riso percebe que nao é necessariamente um ricto nervoso, que a morte de uma amiga trouxe sim uma alegria incômoda talvez de gratificação?  A morte antes da morte. A morte na dor e na extinção da dor. A morte. De novo. Vergonha, temor, frustração. O fim de tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-8024603419849520063?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/8024603419849520063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/8024603419849520063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2008_11_01_archive.html#8024603419849520063' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116811807553167949</id><published>2007-01-06T12:48:00.000-08:00</published><updated>2007-02-09T03:49:48.454-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1670/382/1600/139080/loneliness.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1670/382/320/734655/loneliness.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;há um momento em que sumir é tudo&lt;br /&gt;e arrasta os planos mas não em si&lt;br /&gt;porque sumir não compreende planos&lt;br /&gt;porque sequer é um plano e foge&lt;br /&gt;por entre as cinzas dos desejos&lt;br /&gt;e ansiedades que no vazio culminaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há um momento em que o vazio é tudo&lt;br /&gt;e encheria a vida se vazio não fosse&lt;br /&gt;porque quando tudo se torna em nada&lt;br /&gt;nada a esperar exceto o passar do tempo&lt;br /&gt;levando a lugar nenhum, lugar-comum&lt;br /&gt;e aí eu faço a minha cama&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há esse momento em que é preciso crer&lt;br /&gt;e não há mais em quem, se alegrar &lt;br /&gt;contra o desespero e não há porquê&lt;br /&gt;dizer meu amigo não é o fim, minha amiga&lt;br /&gt;fica comigo por favor. E silencio&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tive uma crise de nervos e patético fui&lt;br /&gt;- não vos comove isso, vós que passais&lt;br /&gt;pelo caminho? vede se há dor maior...&lt;br /&gt;mas não... se afastam e partem, retomam&lt;br /&gt;seus afazeres.  as vezes pra ser fiel&lt;br /&gt;a si mesmo é preciso ser incoerente&lt;br /&gt;e fidelidade é antes a um princípio&lt;br /&gt;que à palavra - duro pois&lt;br /&gt;quando o princípio também foge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um momento em que morrer é tudo&lt;br /&gt;e a vontade podia ser tal que a gente&lt;br /&gt;pudesse apenas segurar a respiração&lt;br /&gt;e morrer. mas morrer não é cumprimento&lt;br /&gt;de uma vontade, e como o amor desejado foge&lt;br /&gt;e virá decerto quando eu não o queira mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116811807553167949?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116811807553167949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116811807553167949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2007_01_01_archive.html#116811807553167949' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116697210892187604</id><published>2006-12-24T06:54:00.000-08:00</published><updated>2006-12-24T06:55:08.953-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não é de hoje que não há datas sagradas ou talvez sim, o Hoje, mas quem o respeita? Cada um voltado pra si mesmo, pra sua casa, é natal. E já que estamos no assunto, o que será diferente no natal por causa da internet? Ah sim, o amor faz a diferença, por meio de qualquer tecnologia ou sem nenhuma. E onde o amor? - talvez nas mesas festivas das famílias (hoje com internet no quarto ao lado como um adereço a mais pra belíssima noite de harmonia e paz), mas não terei uma família, nem uma noite; talvez nos condomínios e vilas fechadas, protegidos do mundo e, inclusive, não raro, do próprio amor, mas isso será compensado com uma ida ao msn; talvez nos movimentos sociais – não há fome, é natal, doe alguma coisa pelo site; talvez nos que se agruparem como a tribo universal dos sem-natal e ainda aí não poderei me incluir, contato inócuo, meia-verdade, frase incompleta que sou (e pra ser sem-qualquercoisa e preciso pelo menos ser qualquer coisa) que fugirá pros cybersrock. E ao chegar a noite, dispersos os tres ou quatro mencionados no post pelos ventos do mundo, não sei onde estarei, se estarei, o que farei com a esperança mais uma vez expulsa de minha árvore, que queria enfeitar de tão pouco: uma amizade simples, sem cobrança; uma companhia sem perspicácia mas próxima; um amor pequeno mas inteiro, sem crises e sentimentos de posse e ciúmes; uma coerencia de intenção mais que de palavras, a vida que é feita de riscos ou não se atravessaria uma rua, a internet enfim não pedra mas regato correndo entre as flores e a merda, mas indo, vendo a vida como a vê uma canção triste (mas canção, mas canção...), com o olhar do peregrino sem lugar pra dormir depois da farra do consumo e das comidas, o peregrino como aquele, mas sem reis como visita, sem presentes e muito longe de qualquer profecia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116697210892187604?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116697210892187604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116697210892187604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_12_01_archive.html#116697210892187604' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116646479377926035</id><published>2006-12-18T09:30:00.000-08:00</published><updated>2006-12-18T09:59:53.800-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se não somos obrigados a seguir um caminho de ontem porque ainda é o melhor mas não o mais real, como continuarei na internet é uma dúvida que tenho.  A net foi fundamental pra minha subsistência ao longo dos últimos dez anos.  O Google tem sido vital pra mim; tenho alguns amigos verdadeiros do modo antigo que jamais conheceria não fora a web. Respeito  Berners-Lee mais do que quaisquer filósofos, tanto quanto qualquer Nobel.  É em nome de tudo isso que questiono a internet que se faz hoje, que estamos fazendo, um mundo que reproduz o pior do real  e, no nosso caso em particular, onde postamos em profusão a ponto de não termos tempo de ler todas as coisas interessantes que postamos e onde posts não são nossos; onde receitas são poesias, classificados qualquer outra coisa; onde nos tornamos menos partilhadores do que juízes (sem o salário deles...), os amigos recebem update pro modo novo, o superficial,  e em meio a deformações desse tipo eis-nos absolutamente inócuos. E era um caminho tão promissor.  Você dirá que complico que sou isso e aquilo – não tiro sua razão.  Ou talvez o amor seja perfeccionista. Se digo "É", gostaria que fosse e não ficar contente em achar justificativas para que não seja. Como tantos outros, eh um sonho que tenho.     &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;monicadib wrote on Dec 15: &lt;br /&gt;Seu texto é bastante denso,complexo, não sei se consegui alcança-lo pelo menos uma parte dele. Assim disse Monica. A internet mudou nosso cotidiano REAL.Me pergunto,qual o limiar (que me parece tênue) entre real e virtual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;anaparga wrote on Dec 16, edited on Dec 16: &lt;br /&gt;Adorei o seu texto, Ricardo, cheio de sugestões pra refletir, além de bem escrito, e sentido. Por enquanto, só comento o seguinte: a internet é um saco de gatos - tem de tudo, sendo muitas vezes difícil separar o joio do trigo. Da parte boa, reforço suas palavras e digo que tenho conhecido gente muito boa, que hoje faz parte do meu dia-a-dia ainda que não as conheça pessoalmente. Sinto falta delas! Importa a mim saber o que elas pensam! São pontos de referência. Mas apesar disso, é tudo um bocado virtual sim! Como uma bolha que pudesse estourar e desaparecer. E por ser virtual é um terreno cheio de armadilhas também. Quando paro pra pensar nisso, me dá uma certa confusão. Quando NÃO paro pra pensar, falo com minha família do outro lado do oceano, troco idéias (com menos timidez) com meus amigos do multi, alguns já quase tão presentes como se vivessem aqui na minha rua. E retomo amizades que ficaram pelo caminho. Essa tem sido a melhor parte desse estranho mundo, tão pouco palpável.&lt;br /&gt;--------&lt;br /&gt;Não sei se acho tão complexo não. Por exemplo, há as formas de vida-relacionamento que não se utilizam da comunicação verbal - onde importa antes o olhar, o toque, o silêncio, o gesto - não são possíveis pela internet. O limite aqui é totalmente objetivo. Daí, não pode existir um relacionamento intenso que se esgote no virtual; daí o virtual pode ser apenas um preambulo, um suplemento, e jamais atingir o atual status de relacionamento em si. Por definição, um contato (na forma do multuply) é apenas isso e nem isso se os contatos em questão a ele pretendem se resumir ou a ele tendam entregar a parte principal do relacionamento, como fim. Pessoas em países diferentes, com contato apenas tecnológico (verbal), podem ser maravilhosos amigos e até mais, desde que, acho, não pretendam que isso possa acontecer plenamente antes do conhecimento não tecnológico. Em contrapartida, se o objetivo é apenas ser feliz usando um meio que naturalmente evita os transtornos pessoais, pode acontecer, mas seria como uma droga que altera sentimentos (porque ser feliz ou não é basicamente apenas sentir-se mal ou bem). E, claro, a droga altera a percepção no sentido da felicidade; mas n~~ao pode dar estrutura para que alguém seja realmente feliz. Por aí...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; editdeletereplyricardr wrote today at 7:27 AM, edited today at 7:44 AM&lt;br /&gt;anaparga said&lt;br /&gt;Quando NÃO paro pra pensar, falo com minha família do outro lado do oceano, troco idéias (com menos timidez) com meus amigos do multi, alguns já quase tão presentes como se vivessem aqui na minha rua. &lt;br /&gt;É isso. Na verdade, há uma pessoa q estah mto mto longe com quem me identifico totalmente, que admiro e respeito, a quem amo, e é - ainda espero - apenas um contato do multiply. A alegria de saber as coisas que passa é tanta qto saber de alguém como vc diz da minha rua. É de fato como se estivesse na minha rua, como se pudesse a qualquer momento ve-la, toca´-la (e assim essa sensação supre a comunicação não-verbal), quando o não pensar a que vc se refere é tão intuitivo que chega mesmo a ser real. É o amor a que me referi. O sonho idem...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; editdeletereplyricardr wrote today at 7:41 AM&lt;br /&gt;anaparga said&lt;br /&gt;com menos timidez &lt;br /&gt;essa é msm uma questão importante, né? mas acho que posso falar como supertimido que sou que a timidez tb se esgota no não-conhecimento, no antes de. O primeiro dia de aula, o primeiro encontro etc. Dps, não há timidez que resista aa necessidade de a gente superar a separação, o sermos sós no mundo. Se passamos para dentro da vida externa a nós, o mundo, se chegamos lá (por meio das pessoas, dos relacionamentos, do trabalho e tals), esse mundo já não existe (não como externo e motivador do sentimento de estar só). Como não existe a razão da timidez, a timidez também deixa de existir. Mas se é preciso redescobrir meios de alcançar esse objetivo tão primário de não ser só, e a internet é o maior deles hoje, há o perigo inverso, da promiscuidade. Como em tudo bem legal seria uim meio-termo, um equilíbrio, o usar a internet (e o dinheiro, e o trabalho, e as próprias pessoas de certa forma), de uma forma bacana, e não sermos usados - inclusive pelas pessoas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um beijinho, ana...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116646479377926035?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116646479377926035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116646479377926035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_12_01_archive.html#116646479377926035' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116602619454954336</id><published>2006-12-13T07:45:00.000-08:00</published><updated>2007-01-09T04:00:10.783-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1670/382/1600/801068/a-life-entwined_l.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1670/382/320/931264/a-life-entwined_l.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;é você, se me esqueço em meio aos afazeres&lt;br /&gt;quem se lembra de mim, de como sou forte &lt;br /&gt;e paradoxo me perco num cotidiano aprisionado:&lt;br /&gt;você, o hábito e a morete se revezam&lt;br /&gt;enquanto o caminho segue até a noite &lt;br /&gt;inalterável e, nua, é a estrela que me leva&lt;br /&gt;Não diga pois que foi uma estória&lt;br /&gt;que a criança repetiu ao ver no olhar da mãe&lt;br /&gt;Nem o desenho inquieto como a caça que sabe&lt;br /&gt;não poderá livrar-se desse deus&lt;br /&gt;Você, a palavra, &lt;br /&gt;o que sei além do que faço&lt;br /&gt;o que lembro quando nada mais sei&lt;br /&gt;o que se perdeu, o que se achará&lt;br /&gt;o horizonte, a noite e o dia, &lt;br /&gt;e o mar tenue a dividir as expansões&lt;br /&gt;Quem, trabalho e pensamento, ansiedade &lt;br /&gt;e ócio, observa, insiste, transforma e, nua &lt;br /&gt;ainda, é o vôo que resta&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116602619454954336?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116602619454954336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116602619454954336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_12_01_archive.html#116602619454954336' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116552910919686696</id><published>2006-12-07T14:02:00.000-08:00</published><updated>2006-12-07T14:13:39.290-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando punha o CD, ouvi os pardais, a que a música se sobrepôs. O efeito era belo. Causou estranhamento. Provocou um sorriso. Não há mais muitas vilas no Rio, nem casas de vila, nem jardins nas casas de vila do Rio, mal existem jardins salvo os adotado por shoppings. Ela lhe murmurou o nome com o fio de voz que lhe restava. Eu não quero morrer, ela disse. Pediu que ele lhe prometesse... O que ela quisesse. Aa meia noite do dia 31, quando estiverem festejando o ano novo... Onde estavam? Na casa dos teus pais. As petúnias floriram? Estão lindas. Brancas e lilases. O açafate lembra estrelas violáceas. Uma lástima que houvesse descoberto tão tarde que um jardim era a mais eficiente das terapias. Tarde: nada significa. Lástima? Tampouco. E os beijinhos?  No mesmo canteiro em que estão as boas-noites. — Parecem uma mesma espécie de flor. Seria o “beijo de boa-noite”, a flor favorita de Proust. Seria sim — sorri. E a caliópis? Era a bordadura amarela do quintal. O mar continua a encher e passa, das longas ondas amanteigadas, a quebrar miudinho na areia, com barulho semelhante ao murmúrio no diálogo de homens educados, pausando entre as frase e silenciando aa espera das replicas, as vezes esticadas numa explicação, outras detidas em monossílabos. Dizem que a revolução só existe a partir do revolucionar a própria existência. Serei capaz?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116552910919686696?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116552910919686696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116552910919686696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_12_01_archive.html#116552910919686696' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116510439155310831</id><published>2006-12-02T16:05:00.000-08:00</published><updated>2006-12-02T16:06:31.580-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pra que acrescentar justamente aquilo que você menos precisa e quer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116510439155310831?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116510439155310831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116510439155310831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_12_01_archive.html#116510439155310831' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116479949168632301</id><published>2006-11-29T03:24:00.000-08:00</published><updated>2006-11-29T03:24:51.706-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://mr.ken-tx.tripod.com/CatStevens.html"&gt;Cat&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116479949168632301?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116479949168632301'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116479949168632301'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_11_01_archive.html#116479949168632301' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116465487611027653</id><published>2006-11-27T11:13:00.000-08:00</published><updated>2006-11-27T11:14:36.123-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://www.universiabrasil.net/noticia/materia_clipping.jsp?not=34390"&gt;...&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116465487611027653?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116465487611027653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116465487611027653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_11_01_archive.html#116465487611027653' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116437292172788239</id><published>2006-11-24T04:38:00.000-08:00</published><updated>2006-11-24T04:55:22.156-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Lembremo-nos,&lt;br /&gt;pois, das maças no tempo das maças; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;do&lt;br /&gt;contato do fogo com a madeira,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; do&lt;br /&gt;girassol e do crisântemo terminal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destino&lt;br /&gt;não é uma simples seqüência &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;de&lt;br /&gt;acontecimentos, música não&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; são&lt;br /&gt;só notas no papel, pintura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; é&lt;br /&gt;mais que tintas sobre a tela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fontes&lt;br /&gt;de luz e calor, ao se comprimirem &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na&lt;br /&gt;direção do corpo deslocam &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a&lt;br /&gt;realidade estacionária.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;Um movimento pelos espaços &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;contra&lt;br /&gt;um futuro fixo, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como&lt;br /&gt;a árvore milenar cheia de animais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;abrigados&lt;br /&gt;do inverno inevitável&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;somos&lt;br /&gt;nós mesmos e Deus,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;convergindo&lt;br /&gt;pela manhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116437292172788239?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116437292172788239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116437292172788239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_11_01_archive.html#116437292172788239' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116371069078001296</id><published>2006-11-16T12:57:00.000-08:00</published><updated>2006-11-16T12:58:10.796-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>qdo esse amor passe&lt;br /&gt;quem sabe chova&lt;br /&gt;e a gota escorrendo&lt;br /&gt;parecerá uma lágrima&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116371069078001296?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116371069078001296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116371069078001296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_11_01_archive.html#116371069078001296' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116371025244004443</id><published>2006-11-16T12:11:00.000-08:00</published><updated>2006-11-16T12:50:52.530-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>retorno ao quartinho, com a idéia de escrever, de escrever sem preocupação de publicar ou sobrevivência pq descobri feliz que já tenho subsistência com os meios alternativos de hj, mais tarde poderá ser a internet uma forma de publicação, mas vendo a atividade da clarice, a literatura é praticamente a vida mesma, e isso seria algo como escrever em vez de comer aqui, em vez de dormir ali, em vez de sexo acolá etc. É sobrevida e morte. O fim mas pq fim é preciso dizer algo além de mim mesmo. O quê? não Deus e por isso mesmo; não ser, alguma coisa em torno; não superior mas no msm nivel, aas vezes abaixo. Morri e se morri e ainda sou de alguma forma ha sim esse divino dentro, não eternidade, sobra de tempo, resto de mim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116371025244004443?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116371025244004443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116371025244004443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_11_01_archive.html#116371025244004443' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116342164058403619</id><published>2006-11-13T04:33:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T04:48:07.426-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/Bus.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/320/Bus.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Agora faltando pouco pro onibus sair, ainda é como se tudo fosse muito distante, não consigo assimilar, nem tenho vomntade. É como se fosse um morto caminhando. O computador teria custado menos de 800, 52 por mes, e financiado pela caixa ainda mais facilitado. Facilitarem? Q nada, criança... Ve o que vc pode fazer por si mesmo sem esperar grati~dão, amizade ou qualquer sentimento, cada um por si e deuses contra todos. Ainda assim, vou fezli pq ontem, se a casa tivesse dormido mesmo aberta, como estava quando cheguei à noite,m e minha mae dormindo, não sei o que teria sido. Isso ninguém  vai lembrar amanhã, é claro, mas eu sei. Eu sei o quanto as pessoas não dão a mínima pros teus sentimentos, cada um voltado pra si mesmo, mas se vou triste, vou calmo também, e isso não é pouca coisa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116342164058403619?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116342164058403619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116342164058403619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_11_01_archive.html#116342164058403619' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116342105928200133</id><published>2006-11-13T04:19:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T04:30:59.420-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Foram-me tiradas as coisas materiais, sociais, afetivas, que eu prezava. Mas, aos poucos, são tirados também de mim os sentimentos de apego, de valorização das aparências e o conformismo ao conceito do que é básico, num processo irreversível, fatídico, escapando a meu controle. E eu disse: "Por quê?" - eu perguntava, eu queria saber; eu não era um profeta. As manhãs voltam, e depois as noites, e meu coração se enchia de amargura. O sol atrai a terra e move-se no infinito, arrasta o planeta consigo, não permite que suma no vácuo; de solstício a equinócio, a humanidade vive uma estação - é assim. O verão está chegando mas o calor não enganará a noção inevitável de outro inverno. Os dias passam, e as noites - quando serei resgatado? (aconteceria?); quando restaurado? Os utensílios de minha normalidade haviam sido tirados um a um: família, amor, amizade, pátria, um bom emprego e as facilidades que dele advém. As luzes se desprendem das folhas e se esvaíam na noite, e me restava somente colocar o coração a serviço da fábrica em meus cadernos, junto ao que deve perdurar - os vislumbres pesados, as asas da sombra, a casa esperada, as esperanças febris -, junto ao tesouro sem traças que me resta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116342105928200133?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116342105928200133'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116342105928200133'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_11_01_archive.html#116342105928200133' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116326314713316302</id><published>2006-11-11T07:23:00.000-08:00</published><updated>2006-11-11T09:02:22.146-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/capa__i.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/320/capa__i.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja melhor mesmo vc ir, disse o editor-chefe olhando uma folha de calendário na parede, a pressão vai aumentar cada vez mais agora, por causa da Constituição. E como em Portugal a exigência do diploma para exercício do jornalismo não era um progresso estabelecido, vesti a blusa, saí da sala e fui tomar as providencias para a viagem. Dois anos dps, todavia, em 1989, dps de noites sem fim ao relento e dias de fome na formidável europa dos doze, com um romance de verdade, escrito sobre a experiência - "O meu incêndio do Chiado" -, eu estava de volta, e aqui dei com a idéia de Ryoke, supostamente respaldada pelo livro dos recordes ("o maior escritor do mundo" - em número de títulos publicados), a de criar um polo de livros de bolso no interior do ES. Eis a origem de O ultimo Homem, o primeiro deles, rejeitado por fugir dos padroes desse tipo de literatura, que exige lugares-comuns e tem como caracteristica a ausencia de revisao. Tendo resenhado o texto como romance, pode-se dizer que Elias Fajardo foi &lt;a href="http://oglobo.globo.com/"&gt;bondoso&lt;/a&gt; comigo, sobretudo nisso de ver ali "um olhar critico sobre o Brasil", quando tudo o que queria era botar comida na mesa. Mais sobre o livro ou a resenha não vale a pena dizer. O hj é o que é, o ontem a infância e amanhã, velhice e morte; entre a mediocridade de &lt;em&gt;Os prazeres e os dias&lt;/em&gt; e a genialidade de &lt;em&gt;Em busca do tempo perdido&lt;/em&gt; o que há não é nem tanto Proust mas o próprio tempo, fugidio, como as demissoes e os diplomas, o grande jornal e a pequena editora, o riso e a lágrima, a lisonja e a crítica, o ser e o nada - glória é flor e despreza tempestade. Qto a mim, continuo com a carpintaria aberta e imagino que a resenha de O globo não deva mudar nada, pq de fato os formadores de opinião, seja lá o que seja isso, fazem parte do jogo, não fizeram suas regras; e vou seguir vivendo, com pouca gente dando força e muita atrapalhando em tudo, mas quero viver como escrevo, e escrever porque preciso (por que porque preciso, aí já não sei), incluindo rasuras e correções. A ultima estrela da madrugada de sábado se mantém no céu, imponente ou simplesmente só, em minha solidão como um sinal. Que o vento leve o que vejo e veja o vento quando eu não possa mais - a vida segue e a dor continua, não vinda de redações, mas da falta que vc faz, e sequer sei quem é vc, e sequer sei quem, e sequer sei, e sequer - é impossível saber o amanhã, pq os sentimentos  atuais não são macios, Não ligue, eles precisam de assunto e não dão a mínima exceto pra seus nominhos em baixo das matérias, Não fale assim, respondo, você não sabe mas eu não ligo não, Mas é sim, querem ver o circo pegar fogo pra botar o microfone na boca chorosa do palhaço e dar balinhas pros seus filhinhos, Eu já disse, cara, não ligo e até acho que o cara foi suave mas - sinceramente? - faz pouca diferença. Deixa eu cuidar da vida e o fazer bem aa minha volta, é esse o dever de todo Homem e este mundo e seus deuses estão pra lá de condenados. Talvez seja mesmo melhor vc ficar, disse minha amiga olhando para a janela, olha só a tempestade que está se formando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116326314713316302?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116326314713316302'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116326314713316302'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_11_01_archive.html#116326314713316302' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116310410771932081</id><published>2006-11-09T12:18:00.000-08:00</published><updated>2006-11-09T12:28:27.733-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem fui visita-la (Nov 9, '06 7:58 AM). Fazia tempo. O comentário de Trilha no link me despertou e fui. Estava sentada, quase como meses antes, na ultima vez que a vi, nem deu por mim. Acho que pensava Onde ele estará agora? Porque só quem não tem nada não tem nada a perder Ei, ela me viu. Você? Acho que sorriu.  A música é quase um outro grau de silêncio. Estamos sós e é como ficaremos. Nao temos mais direito nem de causar sofrimento e muito menos permitir que nos continuem causando. Senta, ela disse. Tomou minhas mãos e, efetivamente, sorrimos. Não me dês, Senhor, nem a pobreza nem a riqueza, mas mantêm-me da porção acostumada. Ela perdeu parte da familia no acidente ea outra parte a deixou só na cadeira, e desde então dá mais valor às relações não sanguíneas. Sabe, disse a menina que ela cria,  que ela ainda faz aquele plantão no hospital do cancer e agora termina um livro de memórias? É que não tem nada, penso, e quem não tem nada dá valor a tudo, respeita tudo, não pode ter medo de nada porque ama tudo e onde há amor não existe temor. Bom te ver, escutei enquanto batia a porta atrás de mim. E como foi bom pra mim também!... E descendo soube que vai sair a matéria no sábado sobre o livro que está na net. Resolvi tentar a travessia,  se não der mesmo, paciência, tentei. Mas já pensaram se der, uau. Carla voltou mais calma, estive com ela ontem também, é a idade decerto (fez trinta e um). Como nada é perfeito, antes de sair, aquela velha história em casa. Mas há que ter tolerência (conselho de uma sábia, a Vanessa). Alguém dentre os anjos quando clamei me respondeu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116310410771932081?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116310410771932081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116310410771932081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_11_01_archive.html#116310410771932081' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116240771425647044</id><published>2006-11-01T10:39:00.000-08:00</published><updated>2006-11-13T04:18:39.416-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A excitação que toma forma em nossos corpos, sendo a nós mesmos como se nós mesmos fosse, não permite descanso. Vem a noite, os compromissos passaram, um ultimo desejo, mas a gente não relaxa, não descansa, mantém-se como aa espera de uma nova inquietação, que não há, mas, tão inquietos estamos, que isso já não faz a menor diferença... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque quando eu clamo só escuto o eco, penso se alguém além da pedra terá ouvido minha voz; porque grandes cabeças e corações, esquecidos na terra plana, igual, sem montes nem imponência, mortos, estão ainda vivos para si mesmos, disse a mim mesmo que não esqueceria e iria subir até onde exista paisagem além da devastação, e os irmãos sejam pequenos e só pessoas sem laços de sangue morem e amem na casa onde a diferença permanece e o silêncio seja muito mais que intervalos entre a palavra &lt;br /&gt;apodrecida na normalidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo esperar? Entre a vida interior e a exterior forma-se um abismo tal que muitas vezes não se tem acesso a nenhuma delas, em ir ao encontro de um desejo. Então não desejo, sim espero. Esperar porém se torna inútil, nada acontece. Percebo. E nada mais espero.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116240771425647044?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116240771425647044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116240771425647044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_11_01_archive.html#116240771425647044' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116221202733553372</id><published>2006-10-30T04:29:00.000-08:00</published><updated>2006-10-30T04:42:22.686-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/457.2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/400/457.2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Impossivel ou não, o amor mantinha meu sopro de vida e animo. O dilema: ser uma pessoa leal e iver num mundo como este em que a lealdade é quase imoral, sinônimo de decadencia e fracasso. Lembro meu avo, meu pai. Como se não se resistisse aa vida sendo assim. Ser desleal é requisito que quem não preenche não é sequer por virtude, é egoismo msm, é pq não quer pra si uma vida assim "estatal" e, pensando em si mesmo, a gente cai fora (e as pessoas caem fora de nós). O msm qto a trabalho: na Rede, no Tribunal, era louvado, amado, não fui abandonado nem traído (ah sim, tinha o dinheiro que hoje nãop tenho embora não fosse a pessoa que hj sou - gde coisa). E não quero ser aquela pessoa realizada, materialmente e só. Assim, acabou mesmo. E quem vai chorar? e quem vai dizer Era um homem leal? Bem, deixa eu ir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116221202733553372?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116221202733553372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116221202733553372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_10_01_archive.html#116221202733553372' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116186750828118611</id><published>2006-10-26T05:57:00.000-07:00</published><updated>2006-10-26T05:58:28.300-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Lendo “Não diga noite”, de Amoz Oz,  um belo livro que vende bem e cujos recursos do autor servem apenas a quem devem servir – à obra literária -, impossível impedir a reflexão: Não bastasse a coisa odiosa que é a literatura transformada em comércio qualquer, a gente com freqüência assustadora vê o outro extremo, o elitismo, o intelecto como (falsa) arte. Assim se dividem os livros hj: mais vendidos x mais cultuados (não necessariamente comprados e sequer necessariamente lidos). Não é de hoje na verdade. Ulisses foi o marco: Joyce revolucionário usa a revolução para proveito pessoal - e não é enfim o destino de todas as revoluções? E consegue ser chato ao ser genial. E o lampejo, o fluxo da consciência, o ganho de vitalidade no discurso interior indireto, o fluxo de vida enfim, se perde (aquele de “Giacomo Joyce”, por exemplo). Amoz hoje, Nerval ontem, Proust sempre – mas, se não nascer uma nova geração que escreva porque não pode viver sem isso, não por dinheiro ou fama mas pela vida que a literatura em si é, sem se preocupar com o mundo pq só o tempo pode julgar a arte – se assim não for, a perspectiva do que se chama por esse nome, arte (vale para cinema, música etc, mas fugiria ao post), essa perspectiva será absolutamente sombria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116186750828118611?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116186750828118611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116186750828118611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_10_01_archive.html#116186750828118611' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116128747245271063</id><published>2006-10-19T12:34:00.000-07:00</published><updated>2006-10-19T12:51:12.470-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quem é essa mulher? Cresceu decerto ao cruzar comigo a cisdade. Havia um comício atrapalhando o trânsito. Mais que carente, tornou-se bela. Apareceu perante mim como uma revelação, limite entre dois mundos; a vila erma se expõe vigorosa como uma igreja se disrtingue na praça, como a palavra que detém o milagre. É a vida em familia ideal, desmedida, o frio da noite mais q a reunião social onde a vida se dissipa, a felicidade impossível - supera a rotina com um universo intangível e nem por isso (ou por isso mesmo?) irreal. O clima maias ameno para minha doença, o espaço da crise perfeita, isso é a mulher, amada, eterna porque colhida - a flor ofertada não envelhece como no canteiro, será sempre a do primeiro momento, outros olhoas além da surpresa feliz jamais a verão. Tenho saudade da pracinha mas não espero, não mais, deixarei de ser e não importarao os sonhos ali sonhados. &lt;em&gt;Estou chorando, Ricardo&lt;/em&gt;. O resumo é: quem compra seja como quem não compra, quem chora como se não chorasse. Porque as coisas mudam e a aparencia PASSA. Tudo nasce dentro de nós e portanto tudo sabemos sempre, mas esquecemos, e assim esperamos. Nada espere. Então abri a porta e saí.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116128747245271063?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116128747245271063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116128747245271063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_10_01_archive.html#116128747245271063' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116048846151184648</id><published>2006-10-10T06:53:00.000-07:00</published><updated>2006-10-10T06:54:21.530-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Minha conta na Caixa Economica Federal foi aberta em 1998, agência UFES (Universidade do Espírito Santo - 0662), e seu número é 23430-5. Como me mudei de Vitória para o Rio, esperava apenas que meu cartão vencesse para que a transferisse para o Rio. Enquanto isso ia usando o cartão naturalmente.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado, 23 de setembro de 2006, fiz meu último saque, na sala 24 horas da Agência Cardeal Arcoverde, onde costumo fazer as operações em terminais desde que estou no Rio.  No mesmo dia, também na parte da tarde, usei o cartão para uma compra no Pão de Açucar, de pouco mais de dez reais, restando no saldo cerca de 553,00 reais. Na segunda feira, usando o terminal, soube que meu cartão estava bloqueado. Na terça, indo aa agencia Cardeal mencionada, soube que havia um saque feito numa lotérica no Ceará (com diferença de menos de uma hora de minha compra pelo que não poderia ter sido meu, que estou repito no Rio). Entrei com a contestação e o gerente de operações enviou o parecer para minha agência (constatando a clonagem). No dia seguinte, os bancos entraram em greve.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116048846151184648?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116048846151184648'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116048846151184648'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_10_01_archive.html#116048846151184648' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116040865935406011</id><published>2006-10-09T08:43:00.000-07:00</published><updated>2006-10-09T08:44:19.356-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Como cruzávamos todos os dias no elevador, não posso dizer que Beto era apenas um vizinho, porque mais vale o vizinho que está perto do que o irmão longe. Hoje, o vizinho está longe também e de alguma forma a gente também fica pairando. Faz-se uma daquelas ocasiões especiais em que o minuto que passou pouco apresenta em comum com o atual e o seguinte terá seus atributos peculiares, distando uns dos outros não o período de tempo que realmente os separa, mas todos os séculos culminantes no Juízo. Num prédio com característica de maioria de pessoas de meia-idade, tinha pouco mais de 50, entre pessoas sempre aas voltas com médicos, era saudável, tinha uma namorada superestável, também moradora. É o tipo da coisa que deixa a gente perplexo, questionando tudo, da previdência e preocupação com o amanhã até as inquietações diárias com dinheiro. Era ademais alegre, simpático, gostava de praia. De manhan, nos encontramos no mercado. De tarde soube (depois de ver o mal súbito) que não nos encontraríamos mais. Meus sentimentos transmudam conforme a atenção eh desviada para as lembranças dele, ou de outros mortos precoces, para um canto mais sombrio do quarto ou para as grandes esperanças traduzidas nos primeiros raios do sol, diante das quais o mar brame para o infinito seu refrão eterno de réquiens metálicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116040865935406011?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116040865935406011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116040865935406011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_10_01_archive.html#116040865935406011' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-116040752783300744</id><published>2006-10-09T08:12:00.000-07:00</published><updated>2006-10-28T06:27:51.006-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Foi assim que aconteceu. Em meio a tantas pessoas no shopping, aquele beijinho de cumprimento, tão timido que os rostos quase nem se tocam. Oi, chegou há mto tempo? E uma esperança tão vaga que se me perguntassem nem saberia dizero que esperava dali; mas no fim das contas a esperança é mesmo independente de objetivo. Talvez tenha a ver com a entrevista de emprego que deu em nada na época, uma substituição talvez; e talvez no fundo todo amor seja isso, uma troca, primeiro de afetos, dps de afeto por conveniencia, o macho provedor que precisa alivio noturno e por fim resta a força animal das relações consanguineas com fugas eventuais para a fantasias que nisso se resumem a isso se resumem: fugas; a mulher deixa de amar o homem pelos filhos, o pai diz  Meus filhos são tudo pra mim e na hora do almoço vai para o motel com aquela q não é a mae deles. Etc. Se é asim, quem perde relacionamentos de parentesco, o que terá, quando nãio possa mais dizer Vencia graças ao apoio de meus pais, ou minha mãe é tudo pra mim? e quem não vence, que alívio terá de noite? (portanto o desempregoé mais grave do q se supoe. Uma substituição q se consiste em se agarrar a algo, em não deixar o compo livre para a angustia, uma tábua de salvação para os depressivos. E até escrever será um dom visto com desdém, para que mais serve quem assim desabafa? Mas a substituição afinal de nada adianta, não é cura, só um perigoso paliativo, torna o ser resistente a todo tramento posterior. É assim que acontece: em meio aas pessoas na estação, um mesmo onibus, a mesma carencia, o espaço dentro vazio, a casa vazia, a cama vazia, e a casa vazia e a falta que caracteriza o amor - desejo, o não-ter de que o amor se constitui - falta que não pode ser suprida sem que mate o sentimento, feito da própria falta, e que todavia é rpeciso desesperadamente preservar. Você vai praonde? A história da humanidade&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-116040752783300744?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116040752783300744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/116040752783300744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_10_01_archive.html#116040752783300744' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115996460669810972</id><published>2006-10-04T05:12:00.000-07:00</published><updated>2006-10-04T05:30:36.470-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Meu vizinho morreu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como cruzávamos todos os dias no elevador, não posso dizer que Beto era apenas um vizinho, porque mais vale o vizinho que está perto do que o irmão longe. Hoje, o vizinho está longe também e de alguma forma a gente também fica pairando. Faz-se uma daquelas ocasiões especiais em que o minuto que passou pouco apresenta em comum com o atual e o seguinte terá seus atributos peculiares, distando uns dos outros não o período de tempo que realmente os separa, mas todos os séculos culminantes no Juízo. &lt;br /&gt;Num prédio com característica de maioria de pessoas de meia-idade, tinha pouco mais de 50, entre pessoas sempre aas voltas com médicos, era saudável, tinha uma namorada superestável, também moradora. É o tipo da coisa que deixa a gente perplexo, questionando tudo, da previdência e preocupação com o amanhã até as inquietações diárias com dinheiro. Era ademais alegre, simpático, gostava de praia. Meus sentimentos transmudam conforme a atenção eh desviada para as lembranças dele, ou de outros mortos precoces, para um canto mais sombrio do quarto ou para as grandes esperanças traduzidas nos primeiros raios do sol, diante das quais o mar brame para o infinito seu refrão eterno de réquiens metálicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115996460669810972?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115996460669810972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115996460669810972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_10_01_archive.html#115996460669810972' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115962331700685343</id><published>2006-09-30T06:34:00.000-07:00</published><updated>2006-09-30T06:36:02.203-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Em tudo se esconde a catarse, que eh um passo para a felicidade e outro, maior, para o destino. Nenhuma beleza que facil se entregue nem a luz visï¿½vel demais ï¿½ aquela que esperamos ao seguir a estrela. Nada temos a poupar, porque nada temos e, por isso, ainda nada tambï¿½m a perder. O amanhï¿½ desmentirï¿½ o hoje e o silvo das seis irï¿½ contrariar o ambiente em que o silvo das cinco se fez...&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/3911723.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/320/3911723.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115962331700685343?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115962331700685343'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115962331700685343'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_09_01_archive.html#115962331700685343' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115962244381777297</id><published>2006-09-30T06:12:00.000-07:00</published><updated>2006-10-30T04:45:03.796-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/000_1186.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/320/000_1186.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando o telefone tocou cedo, e ainda chovia forte, num primeiro momento nem imaginava mais que a vida poderia estar de novo me dando uma chance, mas era.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115962244381777297?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115962244381777297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115962244381777297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_09_01_archive.html#115962244381777297' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115867693573437379</id><published>2006-09-19T07:18:00.000-07:00</published><updated>2006-09-22T06:52:26.013-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quinta-feira, dia da árvore. Véspera do Festival de Cinema. Envolvidos, ela perfumada dela mesma, cheirinho de chuva que começa; ele firme que só. Chove muito na Glória. Ela disse Você não quer tomar banho? Seria ótimo. Veio até o sofá onde estava sentado, ajoelhou-se e tirou-lhe os sapatos. O cérebro recebe essas coisas em crise aguda de limite e as transporta para essas reflexões taquicárdicas que nunca são concluídas, transformadas que são em outro tipo de pensamento, obscuro e viajante, como quando se fica na fronteira antes de acordar e não mais no transe do sono. Ela desabotoou-lhe a camisa e os nervos dele iam desfazendo o que as mãos faziam e refazendo-o segundo o rigor de uma estética de prazer captada da poesia perdida naqueles dedos. Nada falavam. Ele toma sobre si os mistérios da mulher, de pobre menina feia a senhora respeitável e rica, e acompanhava a dinâmica das metamorfoses continuas que, não permitindo julgamentos definitivos, o ser humano dentro dela desviava para lugares onde quando ele julgava chegar na suposição de entende-la, ali já não estava. Era a própria essencia do prazer que o possuía, o da impossibilidade, ou de nada definir exceto quando a definição já perdeu o sentido - o sábio prazer da insegurança, de um conhecimento limitado ao sabor de um momento que irreversivelmente passará e, por saber-se de sua transitoriedade, chegamos à perfeição de faze-lo eterno. Quando desliguei a água do chuveiro, ela encostou a cabeça em meu ombro e seu abraço foi o das partidas e reencontros. A luz da tarde dá ao banheiro requintes de eternidade. Uma amplidão que enleva, assim, assim. Fecho os olhos. O final do dia é suave, a noite desceu dos céus e nem parece, tudo está em paz. A árvore homenageada ficará lá atrás, amanhã. Ano que vem, mesma data, onde estaremos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115867693573437379?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115867693573437379'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115867693573437379'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_09_01_archive.html#115867693573437379' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115850943379455551</id><published>2006-09-17T08:38:00.000-07:00</published><updated>2006-09-18T07:37:40.600-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/river-away-from-slab-bluff.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/320/river-away-from-slab-bluff.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;A meteorologia não se enganou quanto ao frio em Friburgo. Fomos para o sítio. O cio cintila lá embaixo. A memória e a perspectiva nos transportam. O que se diz recordação faz parte do presente e o que se chama projeção está no mesmo hoje compreendido. O presente contém a ansiedade  que virá e na nostalgia o que passou. A vida nos transporta. E se ela é vapor que logo se desvanece, evito a presunção. Há mais que passado na arrogância  do jornal antes da internet e mais que futuro na blogalização hoje dos colunistas da mídia oficial. Tudo no mesmo movimento perpétuo. Muitos ainda vivem nas redações em três tempos que não existem (ou não existem mais?). A internet vai destruindo toda certeza, de que se alimenta a jactância. Ontem o jornalista era quase um deus, e um escritor deus inteiro, e boa parte sentia-se assim. Hoje, alguns mudam o tom, e não por acaso sobretudo os mais ligados com tecnologia (que é o futuro hoje) e moda (que nasce do próprio reconhecimento de que tudo é fugaz). Colunistas escrevem como se blogassem, na boa. Troca-se HD e celular por vestido, um vestido por relaççoes familiares, casamento, quem fala de música abre espaço paa seu pessimismo, e quem não é especializado em nada ganhou com essa mudança, pq é como se já escrevesse, ontem, no futuro. Essa exposição da intimidade é meio chata, diz a amiga querida e contato do multiply, porque porque Quem quer saber acerca da vida pessoal de quem escreve sobre determinado que é o motivo do leitor? Pode ser. Mas é tb que as relações de poder estão mudando. Tudo bem que na própria net há uma tendência semelhante, de gente com perfis maravilhosos, todo mundo melhor amigo de todo mundo, sermos muito populares, vale dizer, poderosos hoje. Essa lengalega que nos infla é em que diferente dos que se julgavam "formadores de opinião" ontem?  O carro chega a seu destino e ninguém dentro dele se atreve a dizer que a manhã que se derrama, como todas as manhãs do mundo em qualquer tempo, como a primeira, não será todavia uma nova manhã. O presente e o passado estão para se encontrar no sítio e o acorde balsâmico de musgo que chega no ar chegará ainda quando não houver mais minha consciência ou a de um jornalista ou a de um escritor para o discernir. Essa manhã em Friburgo é essa outra de amanhã no Rio e tem a mesma substância de que se consistiu a manhã de ontem na estrada. A tarde em que fiz meu cadastro no site compreende a de hoje de quem lerá o post. E nãoi há como um jornal estabelecido se manter atualizado nesse sentido, porque lida com noticias segundo a letra morta academica, e quem bloga não faz distinção entre pesquisa presidencial e a simpatia da vizinha, entre a violência em SP e o primeiro beijo de uma adolecente - e quem irá decidir o que é mais importante para a vida q os transporta? Ainda assim, antes de ouvir a meteorologia, que tem espaço nobre na imprensa, soube do frio em Friburgo por meio do email de um amigo e poderia ter sido de seu post da madrugada. Olhe esse trecho do rio lá embaixo. As águas - todos os oceanos do mundo e todos os riachos do bosque - o tempo - correndo límpido entre a florescencia e levando, como uma folha, a nossa vida, reflete a vida em tempo real e acessível a qualquer um, que assim tem tudo pra ser mais justa e divertida e, naturalmente, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href=http://ricardr.multiply.com/journal/item/154&gt;A Internet e os jornais; o tempo e o poder&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115850943379455551?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115850943379455551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115850943379455551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_09_01_archive.html#115850943379455551' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115798195816063865</id><published>2006-09-11T06:35:00.000-07:00</published><updated>2006-09-11T06:55:27.643-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>P4D; C3BR. P4BD; P3CR. P3CR. Luis esperava muito por minha jogada seguinte que acabou sendo mesmo a óbvia saída de bispo. A contemplação da estética do tabuleiro não é certamente o meio mais eficaz de controlar o centro e ganhar o jogo, mas meu poder de concentração está comprometido. B2C jogaram também as brancas. Demoro a perceber e a responder ainda mais. Ele liga a TV baixinho, roco e retorno ao amanhã. Estou pensando em como as coisas não andam no meio literário, em como o meio literário é cada vez mais o mercado literário.  Luis, mesmo uns segundos antes distraído com as notícias do telejornal da madrugada, C3BD, retrucou rápido. Eu também estava pensando em vida em comum, morar junto, vantagens e desvantagens; em como conseguir um ap bom e barato pra alugar no Rio é complicado.  P3D. Mas minha casa será sempre mesmo a literatura. Foi assim q sobrevivi o inverno ao relento em Lisboa, lendo; foi assim q passsei pela experiência conjugal anterior, subsistindo de livros de bolso. Mas q mulher viveria com um escritor q não tem mais saco pra suplicar pela atenção de editor (isso equivale a privações, incertezas e o bastante pra sobreviver mesmo, não mais). P4R&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O xadrez é como certa forma de arte. Quando pares se encontram, se reconhecem, não querem perder o contato. Não se sentem confortáveis no mundo. Mas sempre há na claridade quem não se beneficie da luz, prefere antes seu reflexo no espelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos ao tabuleiro. Faço minha jogada, cavalo (5C) para a casa quatro na coluna do rei, e me levanto; vou à janela. Luis pergunta Vc viu isso? O homem se atira do  Trade Center. Cerca de 20 metros por segundo, simétrico 'as torres, de ponta-cabeça, é imortalizado por Richard Drew. Minha sombra na parede superado os limites determinados. Perdi trabalho, família, bens, mas tenho ainda a paixão da entrega, 9 romances que, enquanto eram recusados, iam se aperfeiçoando (agora só se aperfeiçoam...). Sinto cheiros q mais ninguém, ouço sons q mais ninguém – eu, definitivamente mais ninguém. Xeque, declara Luis. Torno aa mesa. Interponho maquinalmente a torre entre a dama e o rei brancos. Mas antes que sofra outro xeque,  derrubo a peça pela cruz da coroa, com a mão do perdedor estendida. Todas as coisas se tornam serenas no universo pq fazem parte da serenidade q me toma. Eu decido o que  as circunstancias ao redor devem ser. Não o inverso fatídico. Guardo as peças na caixa e  a caixa na gaveta. Té amanhã, amigo. Já é hoje.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115798195816063865?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115798195816063865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115798195816063865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_09_01_archive.html#115798195816063865' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115772195490419929</id><published>2006-09-08T06:20:00.000-07:00</published><updated>2006-09-08T06:25:54.923-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O casal sai do cinema em Petropolis. Ele quase pode ser ela. Já não há mais luz do dia. Pode entende-la, quase pensar por ela. Está frio. Na verdade está sozinho, assim caminha. A rua Teresa parece mais longa, distante a cura da mágoa que corrói o que restou, câncer no nada. Você leu a Martha Medeiros hoje? e a matéria de capa da Revista de O globo? contra a morte, só o afeto; felicidade supõe vida etc. Mas ali na noite da serra não há nada disso, só o frio, nem anjos nem sol. Em seu claustro, ela retoma a vida, todos retomam, o que há de errado comigo? -- é doloroso conhecer o Outro em nossa própria essência, é desumano. O objeto do amor terá de ser punido, agora que acabou, é assim que funciona? porque deixou de amálo ou justamente porque ainda ama? A questão é saber quanto pode durar um sentimento feito para consolo, sem vínculos, que se espalha pela cidade sem direito a arroubos, como amizade sem acesso aa casa, como amor sem acesso aas noites; e até pequenas delicadezas são arrancadas pela posse permitida por Deus e aprovada pelos homens, pelo arbítrio - porque sempre é questão de escolha, imediata ou tardia, por fé ou saciedade, por medo ou cansaço. Então ele se vê na festa de aniversário. Toca Starlight, faz frio, é noite, ele constrói seus dilemas com esmero. Qto a ela, que se aproximara cheia de dúvidas de menina - não é sempre assim a mulher? -, agora é toda convicção: errado e certo; culpa, não-culpa; arrependimento e vida q segue; renúncia e usufruto;sexo, repulsa; respeito... -- palavras cabem em formulas sombrias a que não se questiona. Copos tilintam, passa a cigarro fino, a menina ao lado está bêbada,Meu amor voltou, diz o convidado abraçando-a; está tão feliz, nem lembra que há uma semana ela dormia na cama de outro, sussurrava o nome de outro: a perdoou,  e mtas vezes perdoar é dar outra chance, a nós mesmos. Saiu pois do cinema, foi aa festinha. Não encontra seu canto. Entra de novo na noite. Só não enlouqueci ainda por causa dos hotéis baratos. Mas terá de ser punido, por transtornar a normalidade,  a familia, os afetos permitidos, o lazer inocentes das pessoas oficialmente honradas, por oferecer o que não poderia. Tudo bem, eu sei: é assim que funciona.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115772195490419929?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115772195490419929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115772195490419929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_09_01_archive.html#115772195490419929' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115711602893693957</id><published>2006-09-01T06:06:00.000-07:00</published><updated>2006-09-01T06:07:08.953-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Está na meia idade, tem uma casa num bairro de má fama. As noites são iguais e a rotina da ilusão insiste. Os olhos  ainda chorando se iluminam: é a imagem que fica da prostituta de coração bondoso sonhador. A dor transfigurada em fantasia. Não pensa em escapar, mas é a face perversa do mundo: dá esperança apenas para tirá-la dps. Deus nega milagres e os homens, misericórdia.  Olham-na e vem com o papo-furado. Deixem-me. A simulação de amor é pior que o ódio. Tudo por dinheiro.  Mas é o que ficará: os olhos chorando se iluminam, quando nem a morte vem em socorro. Fellini, superestimado aas vezes, sabe msm todavia explorar em imagens, sombras e movimentos a própria sensibilibidade. O p &amp; b não envelheceu, é outro mundo, só isso. Desde o começo, nem a morte em socorro, e os homens podem só salvar o corpo, não a vida: a ilusão consentida, pela sobrevivência que logo não basta. Giulietta Massima é a cor do raio de luz dessa nostalgia, quando cinema era aquilo, movimento, imagens, sombras para contar uma história e refletir sobre o mundo e a vida,  quando o mercado e a celebridade, o lazer pela lazer, passatempo e fuga, quando o dinheiro não era tudo, e por falar em prostituição, quando havia arte, e nos poucos momentos em que ainda hoje é, os olhos ainda chorando se iluminam, e uma mulher finalmente sorri.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Ontem vi tb “O amante de Lady Chaterley”. Fraco, mas deu duas vontade fortes: a da releitura do romance de DH Lawrence e de uma casinha no campo. Melhor ainda a leitura na casinha...=)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS2: Ao CCBB e Centro Cultural dos Correios se junta (ali quase  no largo da Carioca) o Centro da Caixa, excelentes planos B e C pra quem está sem grana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS3: Pra quem curte Carmen Miranda, de madrugada passa Entre a loura e a morena&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As Noites de Cabíria &lt;br /&gt;(Notti del Cabiria, Le, 1957)&lt;br /&gt;De Federico Fellini &lt;br /&gt;Estados Unidos/Itália &lt;br /&gt;117 minutos &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabiria é uma prostituta baixinha que vaga nas ruas de Roma, procurando um verdadeiro amor, mas sempre se decepcionando. Após ter tentado tudo, inclusive ajuda divina, ela acha seu pretendente dos sonhos no local e hora mais inapropriados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Giulietta Masina, Aldo Silvani, Amedeo Nazzari, Dorian Gray, Ennio Girolami, Franca Marzi, François Périer,, Mario Passante, Polidor&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115711602893693957?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115711602893693957'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115711602893693957'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_09_01_archive.html#115711602893693957' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115651256006115484</id><published>2006-08-25T06:20:00.000-07:00</published><updated>2006-08-25T06:33:36.120-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/000_1353.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/200/000_1353.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje levo minha mae para exame. Desnecessário dizer o quanto há de expectativa, embora no fundo a gente sinta que vá dar tudo bem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos as perspectivas no sentido da publicação do Ultimo Homem vão ficando reduzidas. Agora dependo de um concurso no qual não posso concorrer porque sou inédito e não tenho livros publicados (editora) e nos demais, justo para inéditos, não posso porque não sou, olha só, já que fui "publicado" eletronicamente. Mais ou menos como o jornalismo que soube que não podia exercer depois de dez anos porque não tinha diploma, mas continuei me sustentanto fazendo teses e monografias de comunicação para estudantes de... jornalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cansaço bate, e cada vez mais, tem dias que é difícil levantar de cama, encontrar motivação pra isso. Mas a gente vai levando, vai levando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115651256006115484?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115651256006115484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115651256006115484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_08_01_archive.html#115651256006115484' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115625203622105792</id><published>2006-08-22T06:04:00.000-07:00</published><updated>2006-08-22T06:07:16.246-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não sei o que dizer, quando nos sentimos culpados pelo que é convencão, e não nos sentimos quanto ao que nos vai dentro.  E cotinuamos sofrendo, e mais e mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115625203622105792?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115625203622105792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115625203622105792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_08_01_archive.html#115625203622105792' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115530820961853729</id><published>2006-08-11T07:56:00.000-07:00</published><updated>2006-08-11T07:56:49.630-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estranho isso de caçadores de best-seller, os editores tendo os livros como roleta e a literatura cassino, na matéria da Veja desta semana. Pensar que pessoas deram a vida por essa causa. Pensar que Gide jamais se perdou por recusar Proust, que jamais foi um fenomeno de vendas, mas porque reconheceu o erro literário de seu julgamento. Mas hj literatura é evento, é Festa, o que não faz sentido em se tratando de uma arte, talvez a maior nesse sentido, de reclusão. Assim se fizeram eternos e entraram na posteridade que nenhuma academia ou lista de mais-vendidos garante, trasngressores como Claude Simon, Margerite Duras, Robe-Grillet,  os cubanos (Lezama lima, Cabrera Infante), Virginia, Kate Mansfield, Camus, e, tomara, alguns outros anônimos de hoje. Quanto aas celebridades festeiras  e os homens e mulheres apenas de mercado na literatura, ah, já têm sua recompensa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115530820961853729?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115530820961853729'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115530820961853729'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_08_01_archive.html#115530820961853729' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115331573161263708</id><published>2006-07-19T06:28:00.000-07:00</published><updated>2006-07-19T06:28:51.633-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não tem mais jeito, ela me disse, não podemos mais nos encontrar assim pela net, falar quase só pelo celular. E, como seus olhos estivessem perdidos em algum ponto atrás de mim, concluí que estava certa mas eu não sabia tomar que atitude. O fato é que tenho esses livros inéditos e alguns ainda da época dos pocket mas nenhum dinheiro no bolso, aliás aquela menina olhando os originais outro dia disse Aí tem uma fortuna, e apontava os manuscritos espalhados pela mesa, continue escrevendo meu querido, um dia alguém te descobre, e eu não sabia o que ela queria dizer, se zombava e descobrir no caso fosse alguém puxar o lençol de meu corpo no velório. Ora, Ricardo de Almeida Rocha, que ninguém espera encontrar no acervo da siciliano - o ponto além de mim por aí -, eis que ele acaba de chegar, como um rei cuja presença não foi avisada aa galera, em plena biblioteca popular de Copacabana, salve salve, o que naturalmente em nada muda nada, por mais devotadas sejam suas criações, ou nem tanto. Isso não é ficção - antes que a Lua pergunte =) -, ó contatos meus da network proxima e distante, mas sim a vida miserável de um milionários dos manuscritos, textos datilografados e misericordiosas impressoes, algumas das quais se fazem depois daquelas conclusões, as tais que dizem que esse tipo de encontro pela net etc está com os dias contados; Ok, eu concordo, mas conseguiremos? eu disse a ela e, sim, ela respondeu: conseguiremos. Bom, então tá legal, ela disse, continuamos indo aqui e ali, pegando um taeatro vezs em quando, tem esse Caminho pra dois na Barra, ai meu Deus, lá se vão 35 paus (e isso pq eh promoção de quinta-feira) e eu pensei Que barra, com 35 paus eu como PF a semana toda na esquina. Aí ela disse Tô indo, vc não quer vir comigo? ah, ela adoraria que eu fosse, ela diz e por mais que queira parecer alegre e forte, nota-se q ela não suporta mais essa vida. No trem eu disse que estava com vontade de desabafar coisas, medos e desejos, sabe como é, e ela sussurrou no meu ouvido, me deixando excitado, Ah se a gente não estivesse num vagão cheio,  mas mulher diz qq coisa, dps elas desdizem, não valeu, desistiram, esquecem, sabe-se lá,  imagina que o rapaz (vamos ter a delicadeza de chama-lo assim) está com cinco ponto dois, não dá + pra deixar o tempo passando - por isso se alguém aí conhece um editor, um agente literário, um dono de gráfica, o boy da Casa de Cultura, a namorada do boy, pelamordedeus, ricardrbr@yahoo.com.br , pq as casas, as pessoas, as ruas e tudo está está passando depressa d+, meu primo Val já desceu do trem, outros me removeram de sauas networks, ai que dó - smack, o casal aa frente vai saltar tb, o amor eh lindo qdo se pode dizer bem alto Eu te amo - ui! disse ela rindo do tranco das sapatas nas rodas. Vc tem dinheiro pro táxi? perguntou-me já abrindo a bolsinha, qdo um cretino galante, Gostosa! disse ele, mas acabei rindo pq não dava pra encarar pois ela estava me contando o caso. Tenho sim, respondi com marra ridícula, e tinha mesmo, a continha, moedas sobre nota, amanhã é outro dia, é o q dizem. Vou acreditar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115331573161263708?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115331573161263708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115331573161263708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_07_01_archive.html#115331573161263708' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115170380510597988</id><published>2006-06-30T14:43:00.000-07:00</published><updated>2006-06-30T14:45:18.180-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;br /&gt;SE um acontecimento sacode o torpor cotidiano, se as ruas se enchem de festa, especialmente quando há uma câmera por perto, isso nada modifica, nem podem pretender, os acontecimentos, ter essa função. Há uma razão para que a boa literatura (que é um reflexo da vida boa - do bem, quero dizer) evite o gerúndio e os adjetivos: é apenas ser, no momento e não antes ou depois, no presente, sem rebuscá-lo ou mante-lo, impedindo o que é relevante -real- e o que é novo. A maior razão de ser da Copa não é esportiva, muito menos futebol, mas claro o contém, e a paixão das pessoas que gostam de futebol e outras que gostam do clima provocado. Seja como for, apenas ser pode sim se beneficiar dos acontecimentos. Libertar-se, desejar e satisfazer o desejo, sonhar. É mais fácil conscientizar-se quando há transe ao redor, e ainda melhor para isso a casa do luto do que a da festança. A euforia ou a depressão coletiva, vinda do exterior, incita um movimento interior proporcional (ou pode faze-lo), a vitória pessoal, a superação, a paz etc não chegará com explosões mas quem sabe num suspiro em meio aas explosoes... &lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115170380510597988?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115170380510597988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115170380510597988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_06_01_archive.html#115170380510597988' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115170115065102683</id><published>2006-06-30T13:57:00.000-07:00</published><updated>2006-06-30T13:59:10.653-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Num mesmo dia, uma manha, a de hoje, revejo um amor que se perdeu e vejo um amor que parece ter mesmo se perdido. Duas perdas. Ou a liberdade para um ganho futuro, final, talvez. Não importa tanto. Quero sossego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115170115065102683?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115170115065102683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115170115065102683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_06_01_archive.html#115170115065102683' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115170091494686964</id><published>2006-06-30T13:44:00.000-07:00</published><updated>2006-06-30T13:55:14.956-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cinco e poco da primeira tarde fria do inverno no primeiro dia sem jogo da copa. É bom convalescer da euforia coletiva, dos jornais sem utro assunto, é assim que volto a me entregar à vida, meus livros. Descontada a fantasia erótica. Descontado o gozo no vazio. Que vergonha. Ou não. Volto ao fluxo, da primeira pessoa para a terceira, retiro adjetivos e gerúndios, acho o tom, ou tento achar, sem a convicção antiga, o editor que compraria. Agora, é fluxo no nada, como o outro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115170091494686964?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115170091494686964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115170091494686964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_06_01_archive.html#115170091494686964' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-115127019564283832</id><published>2006-06-25T14:15:00.000-07:00</published><updated>2006-06-25T14:16:35.656-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/le1.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/320/le1.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Corresponder-se com pessoas virtuais May 19, '06 6:36 PM&lt;br /&gt;for everyone &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;diferentemente do contato pessoal, amarrado pelas convençoes, é lançar pedras num lago e ser os círculos em ondas, como o tinir de um sino, expectativa cristalizada que pode com um pouco de controle próprio perdurar, como um orgasmo que se adia para que seja pleno. O escrever possui, na net, enfim, um sentido de vida imediata da escrita, tanto quanto da anterior posteridade - e são ambas necessárias, o momento e o depois. Somos o texto antes de sermos nós mesmos, as palavras me introduzirão. Há algum tipo básico de consciencia, por exemplo, nas reflexões de leitores de um blog, do que o contato com a pessoa a seu lado no metrô. A internet possibita, acho, o registro de um tempo real que a vida mesma nao tem, irregular que é, mas inteira, como um rio que intercorre pela cidade. A mulher entra em seu quarto na cidade estranha, que não é apenas seu.. Portas batem e vozes se exaltam onde só precisa haver paz e bem, havendo carinho. Defende-se o amor amando, não afastando uma outra pessoa que se aproxima para amar. Já chorei tudo, pela dor. Então saio sozinho pela noite. Em alguma dimensão, por esse post mesmo, a intenet guardará esses momentos e os entrelaçará. Um dia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-115127019564283832?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115127019564283832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/115127019564283832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_06_01_archive.html#115127019564283832' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-114684662546535059</id><published>2006-05-05T09:14:00.001-07:00</published><updated>2006-05-05T09:46:48.503-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/ri2.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/320/ri2.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a estada em Petropolis coroei duma otite a minha dor. As fisgadas falavam de minha tristeza e ao tardar o efeito do antibiótico, com a aura de felicidade que emprestara aos atributos do alivio, julguei haver perdido uma gratidão (no mínimo) onde ainda depositava esperança. Mas reconhecendo a desgraça na cura, não na dor, que ao voltar ao Rio (se voltasse) e a mim mesmo, ao ser sem privações e decepões afetivas, entendi que teria voltado aa minha mediocridade inerente - um morto sem interesse senão circunstancial aaqueles que o conhecem, o prazer imediato ao qual se sacrifica tanta verdadeira vida futura... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, quando senti o timpano, na noite em que marcamos uma decisao sobre nós pra amanhã (se no Rio estivesse), constitui imagens relativas a alivio e felicidade, unindo a dor física (ouvido) e a moral (o abandono), dependendo pois de um efeito concreto para a cura. Mas quando afinal agora, de novo, não pude contar com uam palavra amiga, e era tudo o que queria,  e livre de qualquer sintoma da infecão, percebi que a verdadeira infecção permanecia, a minha alma, e se derramava por mim inteiro, latejando em abstrato. Não tenho  mais nada nem ninguém. Tem o que marcamos. Nem namoro nem amizade, e mesmo companhia ainda é incerto que vá ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas tudo bem, se minha alma sangra é vida e apenas vida, tudo está em seu lugar. Estou satisfeito pois pelo menos não corro mais ao longo desse resto de vida o menor risco de criar expectativas...  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cresci achando vergonhoso o que naun era - ou era? Fui educado, ou me eduquei, pra naun falar do bem que fizesse, como dar o agasalho, unico, e dar ao mochileiro que passava com o mesmo frio que eu. Até hj luto com uma possivel culpa inconsciente  de ter doado o computador que hoje me faz falta taun vital, de ter deixado a Rede, mesmo sendo então infeliz e vivendo a mentira de um casamento que só por ela se sustentava.. Não tenho pudor de pedir dez reais se estou sem nada nem de dar vinte se me ferá asem nada ficar.  É a historia de minha vida. Da qual as pessoas só sabem ou comentam a parte do naun ter, do pedir. Na hora da verdade (a verdade do mundo), o que se tem pra contar é mesmo dinheiro ou nada. E sinceramente, a tamanha humilhação de hoje, porque ao contrário da juventude, quando superara esses momentos com trabalho, hoje não é mais assim, a idade é a culpa maior de todas, o não ter pensado a respeito. É, os que me chamam precipitado e os que me amam se me respeitar devem estar certos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-114684662546535059?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114684662546535059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114684662546535059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_05_01_archive.html#114684662546535059' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-114529833755274276</id><published>2006-04-17T11:08:00.000-07:00</published><updated>2006-04-17T11:25:37.596-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Terminei as revisoes dos romances para as ediçoes de baixa tiragem. Alguns quase ilegíveis. Tomara consigam decifram. Basicamente, os diálogos estão implícitos, essa é a mudança básica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-114529833755274276?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114529833755274276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114529833755274276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_04_01_archive.html#114529833755274276' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-114441656169392533</id><published>2006-04-07T06:12:00.000-07:00</published><updated>2006-04-07T06:32:09.986-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Trair é normal" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na apresentação da matéria (Revista de Domingo, O Globo, 2/4), a editora quer apenas, diz, "convidar aa reflexão". O título, nesse caso, deveria ser mais adequado. É não deixa dúvida e normal diz respeito ao que é norma (regra, preceito, exemplo). O que pode ser comum, não raro, não é, apenas por isso, normal, algo que sirva como modelo. A frase do título é uma contradição de termos. Aliás, a própria reportagem mostra isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trair é não corresponder aa confiança, que é a base do relacionamento amoroso. Assim, tudo vai depender do que estamos falando. E, em determinado momento, o texto explica: "Os relacionamentos se estabelecem a partir do vinculo amoroso, da conveniência ou da compensação". Nos dois últimos casos, trair, de fato, chega aser "normal", mas não no sentido de envolver confiança, porque conveniência e compensação a dispensam. Aliás, relacionamento amoroso por conveniência ou compensação é outra contradição de termos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não levemos a coisa tão a sério. O terapeuta, que é um terapeuta normal, é claro, aconselha na reportagem que deve haver mentira numa estrutura de relacionamento para que ele sobreviva.. Portanto, não estamos falando de relação de confiança. Assim, a traição é trair a mentira (que é o próprio relacionamento).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse estranho contexto, trair - que nada tem a ver com confiança - é mesmo normal num relacionamento estável - que nada tem a ver com amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, é dificil imaginar que a mentira, seja lá a conotação que tenha, possa ser uma escolha definitiva e confortável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-114441656169392533?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114441656169392533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114441656169392533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_04_01_archive.html#114441656169392533' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-114346330523215743</id><published>2006-03-27T04:19:00.000-08:00</published><updated>2006-03-27T04:41:45.243-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há dez anos, eu acabava a primeira versaun de &lt;a href="http://senhoralens.blogspot.com/"&gt;A senhora Lens&lt;/a&gt;, até hj a unica digitada na ihntegra.  Era o mesmo dia da morte do Dr. Almor, vale dizer, quando terminava a era dos ivros de bolso pra mim. Há em posts anteriores trechos do livro e, em blogs, &lt;a href="http://www.rocharias.blogspot.com/"&gt;fragmentos&lt;/a&gt;. Não há de ter sido em vaun tanta perda e dor, algumas decerto coisas da vida, outras talvez rigor demais de meus juízes. Aqui (pra efeito tb de registro da data), o resumo do romance, que tb tem seu próprio , que começo a mostrar  a partir de hj, pessoalmente, aos editores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;A senhora Lens é uma mulher casada, artista plahstica, mãe de uma filha adolescente. Mora numa vila de pescadores cuja economia depende da temporada, embora seu marido, um editor, tenha o ideal - que ele manipula para proveito pessoal - de fazer do lugar um pólo de livros de bolso. Ela já abriu maun da separação, a que é incentivada pela amiga Silvia. Em parte por medo do temperamento de George, em parte por se acreditar mais dependente em termos financeiros do que realmente é. Um dia, chega Gerard, para trabalhar na pousada. Apaixonam-se, ele e a senhora Lens e, resignado aa proibição do amor mas não aa ausencia dela, casa-se com Michele, a filha. Antes de se casar, encontra Sonia, garota de programa que George Lens frequenta, a quem confessa o que sente por Rose Lens. Aids e internet desempenharão papéis importantes no desenvolvimento da trama. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, parece mais complicado do que realmente é... =) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Minha gratidão a Anne pela digitação e impressão e a todos que contribuiram  com sugestoes e incentivo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-114346330523215743?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114346330523215743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114346330523215743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_03_01_archive.html#114346330523215743' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-114320828256193126</id><published>2006-03-24T05:49:00.000-08:00</published><updated>2006-03-24T05:51:22.573-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/1.2.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/320/1.2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Uma cena de "A garota da vitrine" (shopgirl, 2006) mostra como pode se adensar a parede de nossa vida, impedindo qualquer ligação entre o que a gente sabe e o que faz (ou deixa de fazer) nos ilhando num saber inutil. É a reflexão da personagem de Steve Martin quando diz da ironia que há em sofrer tanto por alguém com quem não se envolveu mais exatamente para não sofrer depois que acabasse, numa lógica de precaução que nunca funciona, ou funciona ao inverso, na vida afetiva. É triste como a gente sabe se preparar pro píor de modo a, com isso, sacrificar o melhor da vida. Essa personagem, certo momento, diz à de Claire Danes, quando ela lhe agradece por lhe ter quitado uma divida, que "pra ele era fácil" (pois tinha muito dinheiro). Mesmo assim, em nenhum momento se mostra realmente interessado, ou disposto, ao que é dificil - amar a garota plenamente, com as coisas que naun dependem do dinheiro, como disponibilidade e exclusividade, e ir ao mundo dela em vez de querer traze-la ao seu; multiplica gestos de amor fáceis ou pelo menos visíveis (leva-la ao hospital, aa cama, a festa), que naun lhe exige muito é é a parte agardável do amor. Antes tem o discurso de avisa-la (da não exclusividade e envolvimento); quando ela questiona isso, tem o discurso de dizer que avisou - tudo assim, racional, pra basear sentimentos. E assim, mesmo sofrendo, quaseescolhe sofrer, mas de um jeito com que, acredita, poderá conviver. Deixa o caminho livre para que ela vá embora para dps sentir sua falta, em vez de impedi-la.&lt;br /&gt;Assim, ela descobre que há mais dela mesma, porque mais vida, no outro, o pobre (Jason Schwartzman) principalmente pq ainda em processo de crescimento (material, mas qdo saudável engloba tudo), no qual a inclui, e ao amar se expoe e assim permite aos dois tudo o que com o rico ela apenas usufruia, sem que houvesse comunhão. Ele, a personagem de jason, é proximo, acessivel, a parede existe mas é perceptivel que poderá ser transposta - como diz Claire no começo: "Voce é aquele tio de pessoa que a gente demora mas acabará achando especial?" O outro, Steve, ao contrário, é óbvio, o que se vê dá de cara as vantagens, que se podem enumerar, está tudo ali, tanto para a sensivel Claire como para sua fútil e interesseira colega.&lt;br /&gt;Como em tudo na vida, não dá pra ter uma felicidade assim, sob medida, um amor que apareça pronto, um futuro que naun seja incerto, e por isso mesmo termina sendo o unico possivel, porque, em nada na vida, há certeza ou garantia e quando há, em geral, vêm junto todos os males igados aa não-vida, dos quais a falta de paixao, o tédio, o desamor, a não-entrega, são os primeiros.&lt;br /&gt;Claire desfaz sse conforto enganoso com Steve quando age, mesmo sob risco, porque a opção "me magoar agora" é sempre melhor que o sempre prorrogado "depois". Claire sai do trabalho pra naun se permitir a logica enganosa do habito, como Jason vai pra estrada e nisso chega a encontrar o caminho de casa. Há assim uma contínua harmonia entre agir e destino, e uma triste coerencia entre apenas dizer e manutenção de um status.&lt;br /&gt;Que bom se filmes assim saissem com a gente do cinema e passassem a viver em nossas vidas, mudando-as pra melhor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-114320828256193126?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114320828256193126'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114320828256193126'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_03_01_archive.html#114320828256193126' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-114227590885987166</id><published>2006-03-13T10:27:00.000-08:00</published><updated>2006-03-13T10:51:48.910-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O recuo do Governo em relaçaun aa nova cobrança por minuto dos telefones fixos mostrou o que já se devia suspeitar e boa parte de nós ainda ignora: apesar do avanço proporcional, como um todo é pequeníssimo o no. de pessoas que usam banda larga. Na verdade, pelo numero de pessoas que frequentam lanhouses é tb gde o numero de pessoas que sequer têm computador. Com isso, com essa limitação de fazer amigos apenas enre nossos “pares”, transfere-se ao ciberespaço a deformaçaun social de classes, ou seja, amigos mesmo só os do nosso meio (seja lá o que isso signifique). Na madrugada de hj vi White Palace (com Susan Sarandon e James Spader) que já nos anos 80 era um tiro nessa idéia: o protagonista, jovem rico sofisticado leva o filme inteiro cheio de amigos, a secretahria eletronica abarrotada de msgs e de repente ao conhecer a garçonete solitária por quem se apaixona, vê o quanto a vida dela é realmente importante pra si mesma e pra seus dois ou três “contatos” e o qto ele prohprio nada tinha a ver com sua networking, preconceituosa em sua vazia limitação “por afinidade material” e nada mais. Em resumo, networking é estreitar de relações mto além de post, reply e scraps, de telefonemas eventuais e de “eventuais” eventos, o que naun dá pra se fazer sem paixaun, sem que se esteja aberto ao sentimento afim, venha de onde vier, da forma que vier, admitindo que a verdadeira amizade (ou amor) – a pessoa que verdadeiramente nos importe – pode estar onde naun exista afinidades economicas e, portanto, tecnologicas, mas depende só de vida, e vida é apenas...vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-114227590885987166?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114227590885987166'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114227590885987166'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_03_01_archive.html#114227590885987166' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-114164982200957842</id><published>2006-03-06T04:44:00.000-08:00</published><updated>2006-03-06T04:57:02.036-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/1.1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/320/1.1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estava feliz, mas sentia medo. Procurei-o na mente, no coração, na alma, no espírito, enfim, mas ele estava apenas no corpo. Me acalma um pouco, saber que posso ter pessoas assim próximas. Mas o que temo tem a ver com a proximidade geográfica ou com a distancia virtual, que torna iguais ruas, estrada ou vôo de distancia?Poderia talvez estar mais calmo, se ela apaziguasse o único lugar de meu temor? Em que momento a carência deixa a carícia ultrapassar a ternura e invadir a libido? Não sei. Acontece. Assim como o abraço dos amantes torna-se, súbito, fraternal.&lt;br /&gt;Ou se desfaz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-114164982200957842?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114164982200957842'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114164982200957842'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_03_01_archive.html#114164982200957842' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-114149176425371713</id><published>2006-03-04T09:01:00.000-08:00</published><updated>2006-03-04T09:02:44.266-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/RABNwgoKCj8AAEN9pCo1.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/320/RABNwgoKCj8AAEN9pCo1.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O suicídio do rapaz, os milhares de recados pra menina que dançou com Bono e a humilhação da esposa do jogador porque ele estava supostamente jogando mal - foram a gota dágua: cancelei o cadastro. Pelos frutos conhecereis, diz a máxima, da qual não dá pras fugir. A internet é boa. Pra cada lance escabroso que pinta, há um contraponto benigno. Ou melhor, a internet é de fato reflexo da vida, pra bem e mal. Há coisas úteis, como a faca e a escada, se porém, mal utilizadas, podem matar. E há coisas inúteis e que podem matar tb. Alguém dirá: Ah, mas o orkut serve pra achar pessoas!... é verdade. Mas faz tempo que ninguém mais usa assim, seu uso cristalizou-se no mal, no inutil. Depois que fiquei sem micro, passei a ver isso com mais clareza, pois é preciso remir o tempo nas lanhouses. Ao contrário da faca, um revolver não faz comida. O Orkut é o revolver da net. Enquanto no resto da rede há coisas boas e más, ali só ócio, ruiindade, preconceito, fofoca, pedofilia, maledicencia, ciúme, vaidade, inveja, tráfico, etc - ou, na melhor das hipóteses, muito, mas muuuuuuuito tempo (esse nosso bem mais precioso) completamente perdido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-114149176425371713?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114149176425371713'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/114149176425371713'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_03_01_archive.html#114149176425371713' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-113736272643250488</id><published>2006-01-15T13:45:00.000-08:00</published><updated>2006-01-15T14:06:34.043-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/04.%20Lonely%20Tree%20-%20Oahu.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/320/04.%20Lonely%20Tree%20-%20Oahu.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Não sou mais jovem e não tenho mais a velha nervosa nervosa verve e me tornei não sei que tipo de mendigo afetivo entre o Leme e o Vidigal, não sou mais calmo e não mais acredito na maioria das coisa em que acreditava, não tenho mais aquela leveza pra dançar, aquela graça de contar casos, aquela pele lisa, aqueles tantos amigos. Não sou mais desejado, não tenho mais casa propria, apaguei quase todas as lâmpadas da casa. Ainda me revoltam as desigualdades mas desisti de revoluçoes, preso fiquei na mudança frustrada de mim mesmo - leio menos, namoro menos, caminho menos, nado mais quase nada. O sol vai se por neste domingo e hesito em ir ao Arpoador sozinho, não saio mais muito aas noites, sou agora do amanhecer silencioso, em meus pensamentos, ao pé das ondas. Não bebo mais, não fumo faz tempo,  converso pouco, tudo que quero é a essencia das coisas: limitado assim me tornei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-113736272643250488?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/113736272643250488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/113736272643250488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_01_01_archive.html#113736272643250488' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-113715644810015435</id><published>2006-01-13T04:45:00.000-08:00</published><updated>2006-01-13T04:47:28.100-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>pode ser que essa angustia tenha a ver com a tomografia na segunda, desde o horário - terei de acordar 3 horas. A ideia de reescrever já publicando Folhas como blog é reconfortante. Mas me sinto muito só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-113715644810015435?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/113715644810015435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/113715644810015435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_01_01_archive.html#113715644810015435' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-113715604477316290</id><published>2006-01-13T04:40:00.000-08:00</published><updated>2006-01-13T04:40:44.786-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/1600/5.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1670/382/320/5.jpg" border="0" alt="" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro amor separaria as pessoas. Ou você desconhece que, por amor, o amante abrirá mão da amada? e assim a quer: que com outro permaneça entregue à segurança. E  que a amante lamente mas não queira impedir a -distante- liberdade do amado? Que conveniência (como a de quase todos os falsos amores) o inverso produziria? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O verdadeiro amor não grita, não ensina porque nada sabe, transforma-se num intenso olhar que morre no nada antes de atingir aquilo que se vê;  é feio, o amor, horrível de fato, pois sobretudo doloroso. O verdadeiro amor jamais serviria a um comercial de leite desnatado, plano de saúde ou de cartão de crédito. É demasiado forte para o horário nobre. Reprime o apelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intuitivo, animal, sem razão de ser, o verdadeiro amor é irreal, não existe portanto,  exceto entre quatro paredes ou limitado pelos quatro ventos: a felicidade, a prosperidade, a saúde e aquele quarto real, uma cristalização de tudo isso – a futilidade plena da vida normal. O amor existe verdadeiro no sorriso de uma criança – por quanto tempo? Talvez até à criança maior, o adolescente e, golpe de misericórdia, o adulto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, os mortos precoces...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renasceremos um dia longe da beleza irreal numa caudalosa existência de amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-113715604477316290?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/113715604477316290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/113715604477316290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2006_01_01_archive.html#113715604477316290' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-113542741306919209</id><published>2005-12-24T04:26:00.000-08:00</published><updated>2005-12-24T04:30:13.080-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não quero a aprovação de meu redor&lt;br /&gt;Lamento os meios que frequentei e as tolices em que cri&lt;br /&gt;Quisera interessar ao louco, não ao rei&lt;br /&gt;Preciso fazer pros homens de bem uma péssima figura&lt;br /&gt;É o que resta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alardear aos ventos o que fui&lt;br /&gt;eis uma nauseante obsessão&lt;br /&gt;A modestia me impede de seguir&lt;br /&gt;O medo me afeiçoa a ambições pequenas&lt;br /&gt;Imponho-me agora a liberdade&lt;br /&gt;COmeça nesse sábado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-113542741306919209?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/113542741306919209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/113542741306919209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_12_01_archive.html#113542741306919209' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-113171688080053714</id><published>2005-11-11T05:47:00.000-08:00</published><updated>2005-11-11T05:48:00.813-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sinto falta de casa, de quintal, de crianças ao redor, de filhos amigos, sinto falta de revolução a partir das atitudes cotidianas das pessoas (o fim do mundo - de um mundo que é necessário destruir pra deixar nascer um novo- não nas explosoes mas num suspiro). Sinto falta de bichos, de passear no orvalho – aas vezes a saudade ou anseio que a gente sente não é de outra pessoa (especial que seja), mas da vida em geral, dos hábitos – esses tais que abominamos mas somos deles dependentes – das coisas enfim que eventualmente poderiam existir mesmo sem essa pessoa. Amamos no outro o q estah em nós e essa pessoa apenas reflete? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas também sinto tua falta, quase irrespirável, falta específica, de um cheiro nos cabelos, da curva da cintura, de mãos, e braços e pernas, e voz, e um cheiro de suspirar, quase acordando, e a forma como gostamos das mesmas coisas e discordamos quase de tudo e como caminhamos em meio ao mundo, esse tal que vai esgotando todas suas reservas, desde as naturais até as de justiça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero não precisar do celular nem da internet nem de sinais de fumaça que desgastem o velho umbral, quero não precisar de uma cumplicidade que, por gentil que seja, sempre se referirá a mim como "o outro", que tem a ver com "do outro mundo", que tem a ver com "aa margem, longe deste" .  Queria uma vida que, se  for indefinidamente nao vivida, um dia explodirá pelos becos, não é impossível pra sempre evitar o fogo da escória.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto falta de um café da manhã contigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nesse momento, os jornais não falariam do fogo em Paris, que é a manifestação física da sociedade seletiva que decide quem pode trabalhar, morar, comer, estar onde e com quem, que exclue e inclui segundo critérios em que parte da humanidade mal sobrevive para outra poder ler a Caras, porque tudo o que é excesso de um é tragédia para outro, a falta que sinto é algo que alguém tem e indevidamente vive. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou a gente não sabe que vai chegar uma hora em que a França entre nós arderá? Que descartar pessoas é preparar o fogo? Que fidelidade tem a ver com sentimento e felicidade, num sentido pleno que se faz utópico num mundo de revolucionários assolando o poder, está na noção de justiça? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas até lá, até que o fogo consuma os hábitos consagrados pelos pequenos donos do mundo aa nossa volta, sinto tua falt, que é um pouco a falta de coisas que existiririam sem você, que é a falta de você, mas em sua plena força, é a força essencial (quando sobrevivo a todas as exclusões que me impõem) de minha solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-113171688080053714?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/113171688080053714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/113171688080053714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_11_01_archive.html#113171688080053714' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-113041826857201349</id><published>2005-10-27T06:01:00.000-07:00</published><updated>2005-10-27T06:04:28.586-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Contrastando com a banalização do verbo amar, hoje é raro encontrar quem acredite no amor – eis em resumo a tese do livro “SLUT – Sexually liberated urban teens”  Se é assim, fico imaginando o porquê e concluo que é uma coisa meio assim de despersonalizaçao. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Justamente quando o avanço tecnológico permite mais e mais liberdade para as opiniões (como na fantástica virada no Não no referendo), os comportamentos, ao contrario, estão cada vez mais padronizados, previsíveis e retrógrados (inclusive ou sobretudo os dos tais TEENs do livro (tradução duvidosa para o portugues:  “TEEN – Transei E Esqueci o Nome” (Ediouro, 2005), de uma mesmice total. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É por exemplo cada vez mais raro encontrar aquela pessoa especial porque ser especial é uma forma tb de ser diferente, ao que poucos se arriscam. Aí vemos essa contradição em termos que é todo mundo ser – dizem- especial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O lance Teen do transei e esqueci descrito por Beckerman não generaliza a questao no sentido físico – nem todo mundo que se apaixona e esquece chega a fazer sexo com a pessoa por quem se apaixonou -  mas há sim uma generalização quanto quanto ao valor maior que se dá a palavras do que a ações amorosas (ou seria impossível esquecer), do quanto é mais fácil lamentar o passado (do contexto da paixao – supostamente sem futuro) do que visualizar o futuro da paixão, a consolidação na vida de um relaconamento que de antemão se rejeita. Mas as coisas não são bem assim. Lamenta-se a lembrança porque não se tem esperança, do sonho adaptado aa vida, da´-se mais valor a beijos do que a atos -não físicos – de amor, porque mais cedo ou mais tarde a gente mostra, por ação ou omissão, por lembrança ou esquecimento, o que de fato se sente e se é (do que esquecer o nome é só um sintoma radical). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu diria que quem ama s expoe, o que é exatamente o contrário da despersonalização, é a própria peersonalização, é o dar a cara pra baterem (ou acariciarem) – é tanto se expor aa emoção e prazer quanto ao desamor, aa pessoa que te esquece ou nem chega a ter tempo de te guardar, e isso dói – assim esses jovens, “espertos”, esquecem antes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, percebo que amei e perdi, mas se mantenho a lembrança, de fato, jamais perderei aquela vivência. Que me amaram e esqueceram mas, e daí, se súbito, como ontem, ao você inesperadamente chegar na galeria, estou pronto para amar de novo? Estar pronto não é amar, mas sem dúvida está mais perto do que as lamentações. Percebi estar pronto não por ser volúvel, mas pq não quero ser prisioneiro em uma cela aberta. Percebi quando, ao inesperadamente chegar, vc mudou a quarta feira, que anouiteceu livre. Porque não é preciso que a gaiola esteja fechada. Basta que o alpiste seja farto e isso me baste, ou seja mais importante que o voo, basta que a gaiola esteja num lugar protegido, que não me exponha. Não adianta termos asas se, julgando-nos prisioneiros, nem tentamos voar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que nada aconteça entre nós, que a quinta desminta a quarta, seria então o sonho em vão? Mas o sonho nunca é vão, pq, enquanto dura, transforma-se em realidade. Irrreal é a ausência de sonho, a vida resumida aa satifação de necessidades, que, uma vez satisfeitas, se esquecem. Aí sim, não há vida. Inesperadamente, portanto, ao ver teu perfil, renasci. E lembrarei sempre do teu nome, porque, quando o pronunciei ontem, eu estava vivo ou, se não estava, renasci. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que existe no mundo capaz de me fazer dizer “não posso”, exceto a falta de memória, que me faz esquecer que ontem eu tudo podia, e a vida não faz (nós sim) distinção de tempos, entre o ontem e o amanhã. Sempre se dá um jeito de lembrar do que somos e podemos, que será o mesmo de dar um jeito de viver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre plenas memória e esperança podemos dizer que somos felizes. Porque a desgraça humana é esquecer, recusar o sonho, não ter esperança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pode haver história de vida sem lembrança e a memória do amor, a lembrança e a esperança, são o próprio amor – que dá sentido a toda história de vida que se recusa a fazer da vida a simples satisfação de necessidades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se a lembrança traz saudade, a esperança é a saudade do que ainda não se consumou no mundo físico- mas a esperança traz até nós, como se tivesse sim acontecido. O ontem e o amanhã se tornam hoje e não há felicidade maior que todos os tempos da vida serem conjugados num só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amo porque não esqueço, vivo porque amo, esquecerei talvez quando morrer, o que está muito longe de ser o caso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-113041826857201349?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/113041826857201349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/113041826857201349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_10_01_archive.html#113041826857201349' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-111990187575825234</id><published>2005-06-27T12:50:00.000-07:00</published><updated>2005-10-27T06:05:56.130-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://ricardr.multiply.com"&gt;Novo-endereço&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-111990187575825234?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111990187575825234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111990187575825234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_06_01_archive.html#111990187575825234' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-111177713890891182</id><published>2005-03-25T10:58:00.000-08:00</published><updated>2005-03-25T10:58:58.910-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje, quinta feira santa, decidi colocar meus projetos em um papel, pensando: O que quer que eu pense fazer, terei aqui uma referência. Pensei ainda: Quero ir fazer a colheita do café em Minas e que isso seja um primeiro passo de nova independência financeira, se Deus quiser. O tempo deve ser remido em dias maus, mas ainda assim é preciso celebrar a vida. Ah, gostaria ainda de ter de novo uma mulher que me amasse, não cometeria, acredito, os erros do passado. Não posso adivinhar o futuro mas posso administra-lo conforme vá acontecendo, como um avião na tormenta muda os planos de pouso sem abandonar a idéia do destino. Reescreverei meus livros, mais curtos. A sorte é a união da oportunidade com o talento, e de ambos com muito trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-111177713890891182?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111177713890891182'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111177713890891182'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#111177713890891182' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-111065536070295938</id><published>2005-03-12T11:22:00.000-08:00</published><updated>2005-03-12T11:24:30.440-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/173/2590/640/maismel.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/173/2590/320/maismel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;mel (a voz) ao sol  &lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-111065536070295938?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111065536070295938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111065536070295938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#111065536070295938' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-111065510258367606</id><published>2005-03-12T11:17:00.000-08:00</published><updated>2005-03-12T11:27:08.936-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;De uma respiração tranqüila, Provém a luz dos olhos que reluzem. Costas prateadas. Cabelos sinuososComo os caminhos a que me leva. O que pousa no travesseiro é o deserto. Pleno de vida. E eu sinto amor, respiro amorPor favor não me digam que isso não é amor. É sim, um afeto especial, queimando, Mas também a generosidade infantil;Ah, e uma gentil necessidade. A questão agora é que, como o amor está mim,Não em você, você está livre;de resto, você é mesmo livre. E na verdade eu também: Bastará a lembrança, de um quarto, de uma cama, Da mesa e dos vestígios da fidelidade. Olha, olha a vidaDo destino aí representada, metáfora perfeita.Esse é todo o quarto, todinho... Eu imagino se daí haverá toda uma vida. Pra isso precisaria que houvesse a fé de alguém não mais nas estrelas. Isso um gesto aas vezes diz.Um abraço, um beijo, e até o gesto de um olhar. Não, a palavra aqui não nos vale. Muito menos a palavra em uma tela. Então, vamos tomar o café e ver se há ecos. Vamos tomar esse café antes de voltar Pro abismo da existência.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Teu pai está vagando por aíé um fora-da-lei, o que é imperdoávelnum mundo padronizado;Mas te deixou como legado essa belezaDe fazer as próprias escolhasQue bom que você é grata por issoTer aprendido coisas boas;E ser o que aprendeu (a parte mais difícil)Essa beleza, que é você, livre:Seu pai naun te protege maisE todavia aí está você, perfeitamenteProtegida, os estranhos assim permanecemOs chegados logo se descobremSua voz é um conforto, fugidioComo as coisas que ficam na memóriaSua lembrança é um conforto permanenteTrazendo de novo os atributos do mar:Misteriosamente profundo.&lt;br /&gt;Temos agora de desligarMas sua voz continuará em mim Temos agora de desligarE voltar ao abismo da existência&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#006600;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-111065510258367606?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111065510258367606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111065510258367606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#111065510258367606' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-111007994535302353</id><published>2005-03-05T19:32:00.000-08:00</published><updated>2005-03-05T19:32:25.353-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/640/QiclggoKCj8AABiiOKs11.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/320/QiclggoKCj8AABiiOKs11.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;desde o primeiro momento, a amei:&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-111007994535302353?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111007994535302353'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111007994535302353'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#111007994535302353' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-111007990063500070</id><published>2005-03-05T19:30:00.000-08:00</published><updated>2005-03-05T19:31:40.636-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="color:#cc6600;"&gt;Impossível negá-lo. Amar assim corre em minhas veias como se fosse meu único habitat no imenso mundo. Estremeço a cada evocação dela. E me impus o sacrifício. Será decerto muito bom para meus livros. Há quanto tempo não pego em um caderno, não uso uma caneta, para escrever? Meu último romance inteiro é esse que está na net, quando ainda se imaginava que o e-book era uma revolução. O último projeto tinha tons sombrios que me envolveram e jogaram na cama, com os nervos em frangalhos. Curado, pensei comigo, sabe do que?, vou fazer qualquer trabalho voluntário, esquecer de mim, dar um tempo na literatura como catarse. Mas parece que é sina mesmo. Nem isso. Que tempo é este, que mundo é este?&lt;br /&gt;Amei desde o primeiro momento. E a fidelidade que lhe devo é a da escrita, não a que se pressupõe da moral, mas uma outra, da qual se depende pra sobreviver. Não adianta procurar uma lógica nisso. É como a própria ficção: o autor fantasia mas é limitado pela verossimilhança, enquanto a realidade será sempre mais rica justo por não ter limitações nem precisar fazer sentido.&lt;br /&gt;Assim, amo. E escrevo. E isso tem a mesma utilidade de uma flor no meio de uma floresta inacessível; ou de uma pedra iluminada pelo sol do deserto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-111007990063500070?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111007990063500070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111007990063500070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#111007990063500070' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-111007949989822289</id><published>2005-03-05T19:24:00.000-08:00</published><updated>2005-03-05T19:24:59.900-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/640/multiply.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/320/multiply.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;um riozinho de mato desafiando a lógica da metrópole&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-111007949989822289?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111007949989822289'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111007949989822289'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#111007949989822289' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-111007958118968292</id><published>2005-03-05T19:15:00.001-08:00</published><updated>2005-03-05T19:26:21.190-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Impossível negá-lo. Amar assim corre em minhas veias como se fosse meu único habitat no imenso mundo. Estremeço a cada evocação dela. E me impus o sacrifício. Será decerto muito bom para meus livros. Há quanto tempo não pego em um caderno, não uso uma caneta, para escrever? Meu último romance inteiro é esse que está na net, quando ainda se imaginava que o e-book era uma revolução. O último projeto tinha tons sombrios que me envolveram e jogaram na cama, com os nervos em frangalhos. Curado, pensei comigo, sabe do que?, vou fazer qualquer trabalho voluntário, esquecer de mim, dar um tempo na literatura como catarse. Mas parece que é sina mesmo. Nem isso. Que tempo é este, que mundo é este?&lt;br /&gt;Amei desde o primeiro momento. E a fidelidade que lhe devo é a da escrita, não a que se pressupõe da moral, mas uma outra, da qual se depende pra sobreviver. Não adianta procurar uma lógica nisso. É como a própria ficção: o autor fantasia mas é limitado pela verossimilhança, enquanto a realidade será sempre mais rica justo por não ter limitações nem precisar fazer sentido.&lt;br /&gt;Assim, amo. E escrevo. E isso tem a mesma utilidade de uma flor no meio de uma floresta inacessível; ou de uma pedra iluminada pelo sol do deserto.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-111007958118968292?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111007958118968292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111007958118968292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#111007958118968292' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-111007918959783894</id><published>2005-03-05T19:15:00.000-08:00</published><updated>2005-03-05T19:19:49.600-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#333399;"&gt;Fez-se um momento átono ao som da chuva que não pára no Rio, desde a madrugada, e o quarto como que interrogou o passado. As paredes beges (ou que um dia o foram), a cadeira e a pomba que bate as asas na janela, o tic-tac que aumenta ou diminui de acordo com a hora, o som baixinho que alterna adágios e blues. O que devo esperar? Não há ênfase para nenhuma hipótese; mas espero, mesmo não liberto da premência física, na intuição e na eternidade de uma intuição, na coragem que provém do desencanto. Sinto o bater do coração com uma clareza, de tão singela, desumana. Termino o que deve ser meu último trabalho de ghost-writer e nem cogito sentir saudade, seja lá o que venha daqui – tem de vir alguma coisa, contra toda a expectativa cruel que a economia do País impõe. A última luz do dia revelou como sempre as partículas de pó do ambiente insalubre conveniente ao que se desenrola dentro da alma. Mas sempre há uma corrente contrária, como a que vi na volta pra casa, um riozinho de mato desafiando a lógica da metrópole, como aliás em nossa cidade aniversariante é freqüente acontecer. Há um cãozinho em meu mousepad, dormindo tranqüilo, e, vendo-o, contorno o desconforto físico, as decepções com as pessoas, as decepções que decerto também causei – fujo em meu espírito, como criança que estremece ao temer não a noite que desce, como agora, mas o brilho do futuro que nela se esconde.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-111007918959783894?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111007918959783894'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/111007918959783894'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#111007918959783894' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110991044076558677</id><published>2005-03-03T20:27:00.000-08:00</published><updated>2005-03-03T20:27:20.766-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/640/QiZWPgoKCj8AACpaJ7U1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/320/QiZWPgoKCj8AACpaJ7U1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cantico matinal&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110991044076558677?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110991044076558677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110991044076558677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#110991044076558677' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110991027508752805</id><published>2005-03-03T20:12:00.000-08:00</published><updated>2005-03-03T20:24:35.086-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#003300;"&gt;&lt;em&gt;Ontem, de minha fraqueza, enquanto amanhecia, houve o momento em que o sol se desligou da noite e o primeiro efeito foi o descontraste das estrelas em relação ao céu, preguiçosamente amanhecendo. Logo juntou-se a azáfama dos passarinhos. E o espaço entre os galos, que se houvera comprimido, voltou a se deslocar na distância, no frenesi da Natureza, que precedia o sol, como a introdução do rei no salão de festas após algumas danças. Fez-se uma daquelas ocasiões especiais em que o minuto que passou pouco apresenta em comum com o atual, e o seguinte terá seus atributos peculiares, distando uns dos outros não o período de tempo que realmente os separa, mas todos os séculos culminantes no Juízo. Meus sentimentos transmudavam conforme a atenção era desviada, ou para um canto mais sombrio do quarto ou para as grandes esperanças traduzidas nos primeiros raios do sol tangendo quadraturas, diante das quais o mar bramia para o infinito seu refrão eterno de laudes dulcianas&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110991027508752805?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110991027508752805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110991027508752805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_03_01_archive.html#110991027508752805' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110946889632243980</id><published>2005-02-26T17:48:00.000-08:00</published><updated>2005-02-26T17:48:16.323-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/640/praia_05.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/320/praia_05.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;vidigal bom de onda, uma pintura &amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110946889632243980?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110946889632243980'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110946889632243980'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110946889632243980' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110946870648023248</id><published>2005-02-26T17:28:00.000-08:00</published><updated>2005-02-26T17:52:29.603-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Que saudades do tempo em que as empresas tinham chefes, com rosto, nome e endereço, antes desses fenomenos patéticos como terceirização, consultorias, assessorias, automaçação, pós em pós (e naun é casual que o nome signifique outra coisa tb) e toda essa parafernáflia pós (moderna), antes do fenômeno lisérico da globalização: o ácido despersonaliza, nos sentimos um como o Todo, com cada coisa; a globalização também, para integrarnos ao nada.&lt;br /&gt;Lembro de minhas entrevistas de trabalho mais antigas. Chegava a ir no DP (hoje carinhosamente eufemizado de RH) apenas pra registro, tudo já estava decidido pelo entrevistador, que tinha um rosto, que tinha um nome, mas que acima de tudo representava alguém com rosto e nome, que por sua vez representava a empresa. Hoje não é assim. Por exemplo, todo mundo reclama dos atendimentos de serviços públicos como a Telemar, mas ninguém se questiona pq é assim. Sim, que tipo de mérito tem de ter alguém que se limitará a decorar algumas frases-padrão (como "saun diretrizes da empresa") e JAMAIS entabulará um raciocínio sensato com você? Inutil chamar o gerente, ele não sabe muito mais. Ambos foram selecionados não pra informar mas ocultar a informação, cuja revelação jamais interessa aa empresa, donde se imagina o quao escusos sao seus interesses.&lt;br /&gt;Entaun quem saun os candidatos ideais? nao os muito sábios, nem os muito loucos, digamos assim, interessam os standard... luxo ou lixo nem pensar. O problema começa quando entra a questão de quem decidirá o que é uma ou outra coisa. Na minha entrevista, os deuses foram 3, como sói acontecer com na religião. A chefe do RH, que afinal me queria mas não foi convencida, o consultor literário que supostamente devia me avaliar enquanto consultor literário, o único do País, segundo eles, barbudo, de uma bem cuidada barba querendo engrisalhar. Mas quem decide mesmo é o executivo (ah, um executivo é tudo igual, diretor, presidente, saber-se lá) cuja pergunta mais instigante foi "quando vc for escolhido fará a barba todo dia?" Sim, o outro é barbudo. Parâmetros da sabedoria academica compossível MBA em humanidade.&lt;br /&gt;Ninguém passa com indiferença por alguém que faça diferença, seria uma contradição de termos. Então, num primeiro momento se entusiasmam, no momento de decidir, entra em vigor toda a estupidez de que se é capaz quando julagamo-nos uns aos outros. A diferença é que nós, julgando essa estupidez, estamos apenas constatando um fato segundo uma impressão pessoal que não tirará o emprego de ninguém. E o pior é qwue eu estava tão quietinho no meu canto, decidido a começar o ano com outro tipo de trabalho, em locadora, algo que prometia, mas voltei ao zero, porque telefonema pra avisar o resultado, conforme prometeram? pode esquecer, seu inútil, esse dever não consta nos diplomas.&lt;br /&gt;Patéticos e sublimes têm esse dom de fazer diferença, mas os normais em sua serena seriedade, os que decidem, esses tem o dom de ignora-los e ao próprio Deus caso descesse e não tivesse uma credencial tipo "mestrado em criação de universos", caso não submeta aaquerla sabedoria asséptica e trate de arrumar uma nova cruz que torne a chamar a atençao do mundo, se é que ao mundo restou alguma, ou, enfim, aceite fazer um curso profissionalizante em divindade. E esperar que a vaga apareça, porque os homens não andam precisados de alguém assim.&lt;br /&gt;Os normais são assim. Não se desesperam, estão sempre felizes e sabem sempre a frase de mais efeito (enquanto frase, mesmo que sua aplicação prática seja nenhuma). Tem sempre uma palavra da hora pescada dos lugares-comuns, e, em geral, por afinidade como seus entrevistadores, passam na seleção de trabalho, aliás, em geral, são, uns e outros, os que já comem fígados e puxam tapetes hah algum tempo ou os que estao agora iniciando, totalmente generalizáveis.&lt;br /&gt;Ousar em tudo é de nada precisar mas paradoxalmente é quase tudo perder. Vale pra trabalho mas tambérm pra coisas de que o trabalho hoje rouba pessoas. Por que naun há mais poetas como Poe e Rilke, escritores como Clarice e Dostoievski, porque em vez de ficarem pra posteridade cvomo histórias trágicas ficam, sem necessidade de posteridade, como um "exemplo de sucesso" da Você SA? Uma das razões, além das implícitas no antes mencionado em texto, é que -, ao contrário daquelas pessoas diferentes, - estaun em casa, "guardados por Deus, contando o vil metal".&lt;br /&gt;Mas estou aqui, vivo e ainda de um modo ou outro incomodando, sobrevivente, e isso é minha tímida "vingança". Mas nem vou curti-la muito naun, nao vale a pena, semana que vem começo o trabalho voluntário&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="color:#993300;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110946870648023248?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110946870648023248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110946870648023248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110946870648023248' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110897985553138279</id><published>2005-02-21T01:56:00.000-08:00</published><updated>2005-02-21T01:57:35.533-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;color:#330000;"&gt;Alguém hoje me perguntou há quanto tempo que eu me separara. Diz que meus textos sangravam. Pode ser. Não sei se tem a ver com o tempo da separação, terá? Sangro ainda, desde então, mas talvez antes, sabe Deus, sangro, é assim que vivo, sangro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110897985553138279?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110897985553138279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110897985553138279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110897985553138279' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110885145817461273</id><published>2005-02-19T14:17:00.000-08:00</published><updated>2005-02-19T14:17:38.173-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/640/Qfyx5QoKCj8AAATOK4E1.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/320/Qfyx5QoKCj8AAATOK4E1.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;isso eh blues&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110885145817461273?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110885145817461273'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110885145817461273'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110885145817461273' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110884463931444042</id><published>2005-02-19T12:15:00.000-08:00</published><updated>2005-02-19T13:45:41.946-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Alguém se lembra? ?? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Once I lived the life of a millionaire,Spent all my money, I just did not care.Took all my friends out for a good time,Bought bootleg whisky, champagne and wine.&lt;br /&gt;Then I began to fall so low,Lost all my good friends, I did not have nowhere to go.I get my hands on a dollar again,I'm gonna hang on to it till that eagle grins.&lt;br /&gt;'Cause no, no, nobody knows youWhen you're down and out.In your pocket, not one penny,And as for friends, you don't have any.&lt;br /&gt;When you finally get back up on your feet again,Everybody wants to be your old long-lost friend.Said it's mighty strange, without a doubt,Nobody knows you when you're down and out.&lt;br /&gt;When you finally get back upon your feet again,Everybody wants to be your good old long-lost friend.Said it's mighty strange&lt;/em&gt;,Nobody knows you,Nobody knows you,Nobody knows you when you're down and out.&lt;br /&gt;(By Jimmy Cox)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso é &lt;a href="http://www.sociedadeblues.com.br"&gt;BLUES&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Postado por &lt;p&gt;&lt;a href="mailto:ricardrbr@yahoo.com.br"&gt;Ricardo&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; de Almeida Rocha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ouvindo Ericx Clapton, músicas de "From the candle", &lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.sociedadeblues.com.br"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110884463931444042?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110884463931444042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110884463931444042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110884463931444042' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110860625842385210</id><published>2005-02-16T18:10:00.000-08:00</published><updated>2005-02-16T18:10:58.423-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/640/botanicgarden00851.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/320/botanicgarden00851.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;depois da entrevista  &amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110860625842385210?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110860625842385210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110860625842385210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110860625842385210' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110857155862616089</id><published>2005-02-16T08:23:00.000-08:00</published><updated>2005-02-16T08:32:38.630-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#993300;"&gt;Fiz ontem a entrevista de trabalho.  Estava sereno, cheio de esperança, mas sem colocar a vida nessa esperança não. Antes, encaminhei-me, com postura e respiração de peito, para um ronda que me deixasse nos andares vizinhos, pronto a parar em qualquer lugar em que houvesse expresso. Passando por uma banca de jornais, soube do assassinato da freira, e pior, morte anunciada, segundo parentes. A vida está bem estranha. O shopping mesmo mostrava pessoas numa luta frenética via celulares e cafés. Longe do andar dos cinemas, o redor parece outro. Ali, a terra do nunca e o milionário, vale dizer, o sonho. Tudo sob o mesmo teto.  É como se eu fosse um grande sonho, essa movimentação existencial, e o cinema um intervalo em tal “sono”. Enfim, é guardar os rebanhos pelas vigílias da noite, como quem guarda silêncio perante uma sentença. Não desejaríamos que anjos venham sobre nós e a glória divina nos cerque de esplendor? detendo-se os céus afinal, te chamem ao telefone não como o propósito corriqueiro de nos distrair; mas se, como eu, esperares, se em silêncio esperares, os anjos enfim dir-te-ão, de um modo ou outro dirão, que trazem grandiosas notícias. É apenas no que espero. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110857155862616089?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110857155862616089'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110857155862616089'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110857155862616089' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110832334522267515</id><published>2005-02-13T11:31:00.000-08:00</published><updated>2005-02-13T11:35:45.230-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;em&gt;Revoluciones saun transformaciones sociales radicales y aceleradas hechas de circunstancias, no siempre, o casi nunca, o quizás nunca son maduradas y previstas cientificamente.&lt;br /&gt;(Che Guevara, “Pasajes de La Guerra Revolucionaria”)&lt;/em&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Ainda hoje, de modo geral os blogs são tratados no Brasil como diários de adolescentes, e de fato não há por aqui nada que faça supor devesse ser diferente. Edgar A. Poe disse que há dois tipos de leituras: as que nos dão matéria para reflexão pelo que dizem; e os que nos dão matéria de reflexão pelo que poderiam ter dito. Disse ainda o autor do Corvo que os jornalistas são como deuses que se dilaceram em mil pedaços todos os dias, mas a cada manhã acordam saudáveis. O que ser "saudáveis", no caso, hj? Com saúde, vale dizer "bens de vida"? Escreveu em Baltimore no século passado. Não sei como é ou era por lá em sua época. Sei como ele morreu, cheio de ópio e completamente sozinho, o que me leva a crer que não era muito diferente daqui, hoje. Era um grande jornalista, o maior de seu tempo, como foi o inigualável poeta que foi. Teria feito blogs fantásticos, se vivesse hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falando em deuses, portanto, com honrosas exceções, jornalistas são idólatras de si mesmos, donos da verdade a tal ponto que a manipulam como querem antes de passa-la democraticamente (pilares que são dessa mesma democracia) ao público; são uma elite intelectual soberba que brada contra tudo que não esteja de acordo com seus cérebros privilegiados, querendo ver o circo pegar fogo para enfiar num close o microfone na cara chorosa do palhaço, que, sim, somos nós. E pensar que essa foi a minha profissão por dez anos, até entrar em vigor a obrigatoriedade do diploma, outro item superdemocrático. Embora eu quisesse ser livre e sendo os órgãos de comunicação servis, era o que eu sabia fazer, embora tivesse uma visão distorcida da realidade ao expressá-la como a edificação de um significado, o que, pra fazer justiça aas tais das exceções, num domingo desses uma colunista chamou com muita procedência de "afirmação espiritual da existência", citando Kafka, luxo que naturalmente não estava nas páginas do jornal mas na sua revista de domingo, onde se pode, pra variar, descer do Olimpo e exercer a humanidade plena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os blogs têm uma primeira virtude essa é decerto libertar a sociedade das amarras do jornalismo como única fonte do que acontece no mundo. Talvez amanhã, quem sabe, não precisaremos mais recorrer a jornais ou a portais para saber acerca de qualquer coisa. As vantagens disso? A primeira delas é anárquica, não depender desse quarto poder, que vezes tantas é o primeiro mesmo (lembram da docilidade do presidente tendo como primeiro compromisso ao assumir dar entrevista no Jornal Nacional?). Outro dia, num matutino, em editorial, dizia-se que determinada é técnica e como tal não pode sem dano ser tratada como ideologia. Seria sensato. Mas e o que faz a mídia com praticamente tudo? Por causa, claro, da influência que terá no dia seguinte. "Deu no jornal" é mais importante do que alguma coisa simplesmente acontecer, e aqui me vem aa cabeça que uma mordida de cachorro pode sim, ao contrário do que se ensina na faculdade, ser muito mais importante do que um homem morder um cachorro, dependendo dos personagens em questão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, temos um Brasil que é dominado há décadas pelas mesmíssimas famílias e grupelhos, que repartem esse poder sob o olhar condescendente de nossos grandes intelectuais, que, aliás, participam do processo. Então, surge a internet e com ela a perspectiva de isso mudar, como de resto está mudando no mundo. Fora algum exagero, os blogs podem ser sem dúvida, de alguma forma, revolucionários. Daqui a alguns anos há grande chance de as notícias estarem mais discutidas nas páginas pessoais do que na mídia oficial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não teria sentido no Brasil, pelo menos hoje não teria. A mídia é repartida entre os poderes e os intelectuais que antes participavam apenas das redações, hoje são cúmplices desse processo diretamente da internet. Pegue um site como o Nonimino, uma unanimidade em termos de Notícia e Opinião na rede. O que se vê? Exatamente os mesmos colunistas da mídia tradicional. Mais que isso, quando um deles se dispõe a falar dos blogs, o faz com tanto tato, contornando melindres, com tanto respeito pelos blogueiros "oficiais", que dá pena, pena de nós, de nossa distância de alguma perspectiva de igualdade ao menos digital, que tantos de nós sonhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São sempre os mesmos os blogueiros citados, como são sempre os mesmos colunistas, como é sempre a mesma mídia. Porque os nossos blogs, como regra pelo menos (graças a Deus pelas exceções) têm sim o espírito de diários de adolescentes e terminam por ser não uma revolução, mas outra face do elitismo que reparte a mídia, e agora a rede, entre uns poucos. Aqui, bem entendido. Porque no 11 de setembro, por exemplo, havia blogs que questionavam a política externa de Bush, em pleno frigir dos ovos! Outro dia a “revolução dos pijamas” (como foram chamados os blogueiros com causa) derrubou uma autoridade midiática não mto amiga da verdade. Se a mídia tradicional mantém a velha abordagem maniqueísta, vem de uma parte dos blogs em algumas partes do mundo uma nova visão desse mesmo mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, esse elogio aos blogs, ainda está no círculo vicioso de uma internet que apenas consegue reproduzir os males do chamado mundo real, na desigualdade de oportunidades, na discriminação, no elogio da mediocridade etc - que nada mais é que um retrato da nossa cultura acadêmica, que por sua vez é o que se sabe, uma universidade falida, que deseduca, bem de acordo com a ideologia vigente, onde não interessa que muita gente possa questionar o sistema de coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O silêncio de quem silencia pode ser sábio ou simplesmente falta mesmo do que dizer. Pode ser cauteloso, equilibrado, ou covarde. Depende. Prefiro crer como Jorge Luis Borges que em vez de deixar a vida como está para ver como é que fica, com paciência e trabalho conseguir realizar as mudanças necessárias na sua vida e no mundo à sua volta, a seu tempo. Por exemplo, houve até tempos atrás no próprio Nominimo uma coluna sobre tecnologia que era um consolo a gente ler: era um blog, um blog especializado em tecnologia, mas que mantinha a visão de que a tecnologia sozinha não socorre, é preciso que as pessoas ajam de acordo com as inovações, que sejam elas mesmas revolucionárias antes, para que a tecnologia também o possa ser. Dvorak foi outro que teve a coragem de apontar, na época, a arrogância dos yuppies do dinheiro fácil que faliram com a quebra da Nasdaq, deixando os restaurantes da moda de novo acolhedores para os casais românticos. Enfim, hoje, como no Observatório da Imprensa, na net e na TV, dentro do possível, a crítica da mídia e o elogio do blog começam a ser feitos na própria mídia, aos poucos, aqui e ali, timidamente ainda, mas talvez as revoluções sejam assim mesmo no começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estamos fadados a não ter esperança. Há sim movimentos contra a corrente, nos blogs, amigos sem serem de panela, que suavizam nossas vidas discretamente; nem ausentes, nem presentes demais. Não são arrogantes, não se acham bons demais pra saírem de seus pedestais e terem por exemplo, de responder um e-mail ou comentário, responder, interagir, princípio básico de revolução na comunicação on-line, feita por pessoas, não por tecnologias. É possível por tudo isso acreditar a informática, nesses anos de sua efetiva utilização pela sociedade, termine enfim por trazer a cada vez mais gente, desenvolvimento além do progresso, para que o futuro seja, pelo menos, melhor do que o passado. Nesse contexto, os blogs serão efetivamente revolucionários, tanto que se já existe essa maneira revolucionárias de estar na rede, os sites de relacionamento, em que os blogs, tem o seu papel essencial, e amanhan que sabe o tenham cumprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os blogs, sem serem pilares de nada, e apesar de, como toda revolução, estarem sendo absorvidos pelo Estabelecido, são ainda marginais, não envolvendo interesses de subsistência e poder; e os blogueiros - não todos, é claro, não aqueles que fazem blogs sonhando em ser também amanhã o quinto poder ou algo assim - ainda podem ser reflexo do mundo sem diplomas e vínculos políticos e publicitários, sujeitos portanto a serem eles próprios, com rasuras e correções.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110832334522267515?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110832334522267515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110832334522267515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110832334522267515' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110800535257179164</id><published>2005-02-09T19:13:00.000-08:00</published><updated>2005-02-09T19:15:52.570-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sexo... momento fugidios, fusão e pouco mais, mas é claro, muito mais, se percebemos o processo, aquele que parte do instinto de conservacaun no sentido das mais sublimes alturas... Você, amado, foi renovado: &lt;br /&gt;zera, fica virgem de novo. Pode tudo, como um dia. Reconstruir-se, se preciso, ou só se aperfeiçoar. Aquele detalhe aas vezes pode ser uma coisa essemcial aaquela outra, digo nova, renovadora é melhor, pessoa, ali do teu lado, agora. Sexo é natural. Intrometer a mente eh &lt;br /&gt;interferir na sua plenitude. Já usamos intelecto demais pro controle de toda a atividade diária; de noite na cama, devihamos nos dar um &lt;br /&gt;tempo... Algo natural como dormir, e não há teses sobre o sono, ou há até, mas nada precisamos delas, precisamos simplesmente dormir. Dormir com nosso sono. Já o sexo não pode ser só com nosso desejo. Referido em seu sentido, como dizíia, natural... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desempenho? quanto de desempenho precisaremos pra dormir, ou para comer um bife, ou para tomar uma delicioso copo de água? &lt;br /&gt;A arte e o sexo, daí, a música, a leitura (mesmo na net), a pintura &lt;br /&gt;(idem) e mais ainda o pintar, o compor, o escrever... são coisas com o mesmo objetivo, a satisfação das pessoas... tanto a sensual quanto a afetiva - e aliás bem comum essa coisa de sublimar em poesia sobretudo, transferindo-lhe o papel do amor. Muito comum. E creio ainda que sim se pode ser celibatário. Precisaria a pessoa entretanto estar entranhda de ideais e possivelmente idealizações. E um grande tanto da solidão total, a que os santos chamavam de noite escura da alma, solidaõ que permite a nossa prórpia presença, o que é bem raro, sim, nunca estamos de todo em nós, sobretudo com essa infinidade de brinquedinhos da dispersao, do celular aa cameras digitais, que deviam ser fonte de progresso também em nós, mas naun há tecnologia que o garanta, ainda e sempre, com a tecmologia superdeponta, será o homem quem mudará ou não, que crescerá ou naun. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orgulhemo-nos de ser, em sexo, como os homens das cavernas e os artistas de temas eróticos entre eles, como aqueles dentre eles que faziam desenhos nas paredes das cavernas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110800535257179164?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110800535257179164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110800535257179164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110800535257179164' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110783328807766652</id><published>2005-02-07T19:23:00.000-08:00</published><updated>2005-02-09T19:17:27.646-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;color:#990000;"&gt;&lt;em&gt;OBS: A imagem abaixo do texto a seguir não foi a escalada que fizemos nesse findi, mas ilustra metaforicamente o texto, ok? =) &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Num mundo em que o valor maior é o que as pessoas acham das outras pessoas, qual seria a relação entre essa preocupação constante das pessoas em fazerem as coisas tendo por motivação a opinião dos outros, o desenvolvimento pessoal e o sucesso? Se esse show (da realidade?) diário não serve para quase nada em qualquer sentido que se queira observar, até porque seu intuinto naun é filosófico - se fora, quem sabe, a gente podia ver prismas de como a manipulação é maléfica e a nada leva, por exemplo - (exceto talvez para o Bial e a Capucci mostrarem como um profissional pode por em risco a credibilidade conseguida ao longo do tempo e pagar tamanho mico sabe-se lá em função de que compensação), há um aspecto pedagógico que se pode analisar a partir desse "sucesso", do programa ou do grande vencedor, porque no dia seguinte no jornaleiro não haverá como não ver a manchete estampada na Primeira Página – aquela que já foi título de um clássico do cinema, mas hoje não é rigorosamente mais nada, exceto um emblema de qualquer outra coisa jamais pilar da sociedade justa e - seja lá o que queira isso dizer - democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo Piaget, inteligência se consiste fundamentalmente em adaptação. Estruturar o universo seria sua função primordial. A construção do mundo objetivo e do pensamento lógico advém da perda do egocentrismo, um momento em que aprendemos justamente a nos desprender da opinião dos outros. Quando a criança não consegue ultrapassar o pré-lógico, mágico, confundindo o real e o irreal, não segue adiante em seu desenvolvimento natural. Desenvolvimento, por sua vez, supõe duração. Existem possibilidades de aceleração ou diminuição desse desenvolvimento temporal e, se sim, que medida? Se a inteligência descarta o tempo real, poderia ser porque a destinação do entendimento o exige. Para ele, a inteligência retém uma série de posições, um ponto depois outro, e entre esses pontos o entendimento intercala novas posições, e assim sucessivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caso a inteligência note o momento da passagem, se não está absorvida pela duração, limita-se a constatar a simultaneidade das paradas virtuais: parada sobre o móvel que considera e parada de um outro móvel cujo curso, supõe-se, seja o do tempo. Assim, estruturar o universo é mais do que se adaptar a ele, às normas em vigor, às coisas estabelecidas - diz respeito não ao mundo&lt;br /&gt;no qual somos apenas pontos, sombras sob a terra, flores que logo murcham, mas ao mundo dentro de nós, que é, ele sim, um pequeno detalhe em nossos universos pessoais, panos de fundo às existências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distinção que toda essa questão do tempo e da duração na infância determina o desenvolvimento psicológico da criança, separando o que ela aprende de fora (na escola e na família) e o “desenvolvimento espontâneo”, que é o desenvolvimento da inteligência, ela própria. É precisamente esse desenvolvimento que constitui a condição preliminar evidente para o desenvolvimento escolar e o aprendizado do mundo. Nessa relação tempo-desenvolvimento, ainda que fosse possível – e tudo indica que sim – apressar o desenvolvimento, não seria conveniente. O ideal da educação não é aprender o máximo, mas antes de tudo “aprender a aprender”. Não é o sucesso o critério adequado para mensurar-se o&lt;br /&gt;desenvolvimento, como de resto coisa alguma; mas devemos entender por sucesso uma aptidão para se desenvolver nos ambientes mais diversos, através da maior variedade possível de obstáculos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sucesso, nesse sentido está absolutamente fora do que se entende por sucesso hoje, aceitação, vitória em ambientes sem corrente contrária, ao contrário, ser o mais aceito onde todos por definição já foram aceitos, a começar, no caso do Big Brother, pela própria produção do programa, e de um modo geral, pelo próprio ajustamento que nos faz normal", os ajustados a que se irão opor tantos os loucos quanto os gênios. Reperem que a saída de cada um da casa e um momento de glória, de delíro da "torcida". O show de uma falsa vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse Proust, em uma passagem de "Em busca do Tempo perdido", que todos ocupam um lugar no Tempo, sempre crescente, e todos o sentem. Não só todos sabem que ocupamos um lugar no Tempo como até mesmo os mais simples o medem aproximadamente, como se medissem o que ocupamos no espaço. Sem dúvida não raro nos enganamos nessa tarefa, mas o próprio fato de julgá-la possível significa que a concebemos mensurável. O que ocorre hoje é que a tarefa deixou de ser importante e, numa tentativa desesperada de ajustar-se, de impressionar, de ser aceito, o jovem (outrora o signo da rebeldia por excelência) queima etapas primordiais de seu desenvolvimento, e uma delas é exatamente a condição básica para o próprio desenvolvimento, o "aprender a aprender" e nisso encontrar seus próprios valores. Ao contrário, aprende-se a não aprender a aceitar o que lhe é sugerido (a bem da verdade, é preciso reconhecer que isso não pode lhe ser imposto, apenas sugerido, com persuasão talvez, mas ainda sugerido) pela sociedade em que o pilar é impressionar os outros e, isso, claro, numa cultura em que a mídia é&lt;br /&gt;um Poder como os três outros, talvez maior, forte como o poder paralelo do narcotráfico, cultura onde uma câmera é o ídolo mais adorado, onde o show da realidade tem mais peso do que a realidade em si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A educação de Proust seria assim, personificada, a educação que Piaget chama de espontânea, inclusive em sua ressalva de ser ela condição preliminar básica para a educação (escolar). Criança doente, carente, com sérios problemas afetivos, Proust desenvolverá sua inteligência na solidão e seu grande mestre será a experiência. Em idade escolar, seria uma criança a que hoje, com certeza, os psicólogos diriam apresentar distúrbios da aprendizagem, não sendo difícil inclusive diagnosticar as causas. O campeao do Bib Brother, ao contrário, deve ter sido um "sucesso" na escola, como mostram os músculos da mairia, e mesmo o fato de agora, que se sofistica, o programa inserir médicos e professores aa galeria da farsa (ah, mas uma farsa bem recompensada). Olhando o que as pessoas fazem para aparecer e o que as outras se permitem para alavancar essa motivação do outro, ainda mais impressionante é o fato de que, pelo prêmio, se deduz que as pessoas não se meteram em tal exposição por causa apenas do dinheiro, mas pela exposição em si, pelo exibicionismo, pela vaidade, que hoje pode ser satisfeita com nível cada vez menor de exigência duma obra correspondente ao sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;Em outras palavras, nem se poderia dizer que é algo do tipo "o sucesso a qualquer preço", porque o preço não é lá esas coisas (o que um teria, se fosse?) e sucesso, a rigor, simplesmente não há. É uma escalada no nada, onde não haverá queda porque de fato subida, muito menos uma radicalç e perigosa, não houve. Proust viveu para expressar o seu mundo, seus livros foram seu confessionário, apesar do que as pessoas pensavam dele (e as mais das vezes não era nada de bom...). Se vivesse hoje, jamais conseguiria vencer um Big Brother, pela simples razão que não participaria de um. E, mesmo em seu tempo, seu livro foi rejeitado, talvez porque, de algum modo, o sucesso, entendido como vitória imediata e aparente, seja recusado pelo Tempo a&lt;br /&gt;quem vá fazer sucesso depois da duração de seu Tempo, ao findar o seu desenvolvimento, na posteridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rejeitado pelo seu tempo, Proust foi um dos maiores escritores de todos os tempos. Um inquestionável sucesso - dos autênticos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Publicado por &lt;/em&gt;&lt;a href="mailto:ricardrbr@yahoo.com.br"&gt;&lt;em&gt;Ricardo&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; durnate o desfile da Viradouro na Terça-Feira de Carnaval &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110783328807766652?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110783328807766652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110783328807766652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110783328807766652' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110783231920509171</id><published>2005-02-07T19:11:00.000-08:00</published><updated>2005-02-07T19:15:40.440-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/640/escalada.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/320/escalada.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;credito do bloco abaixo:&lt;em&gt;Dale carnegie&amp;nbsp;&lt;/em&gt;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110783231920509171?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110783231920509171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110783231920509171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110783231920509171' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110783212864779757</id><published>2005-02-07T19:07:00.000-08:00</published><updated>2005-02-07T19:08:48.646-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;"Did you ever see an unhappy horse? Did you ever see a bird that had the blues? One reason why birds and horses are not unhappy is because they are not trying to impress other birds and horses."&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110783212864779757?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110783212864779757'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110783212864779757'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110783212864779757' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110774363227204155</id><published>2005-02-06T18:33:00.000-08:00</published><updated>2005-02-06T18:33:52.273-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/640/39365030105183121.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/320/39365030105183121.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Leilane Loise: Um exemplo do dito abaixo, as fotos de minha amiga e de sua filha num só rosto  &amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110774363227204155?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110774363227204155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110774363227204155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110774363227204155' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110774348993960318</id><published>2005-02-06T18:29:00.000-08:00</published><updated>2005-02-06T18:58:35.240-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;color:#336666;"&gt;Acho que desde que me entendo por gente (faz tempo...) tenho uma máquina de fotografia nas mãos. Quando morava na Joaquim Nabuco, no Rio, meu maior prazer era pegar minha Kodac instamatic (to vendo o mercado aqui e quem lembrar, se lembrar, vai decerto rir...) e sair, passando pela feira livre que havia toda terça aa frente do meu prédio, depois ir pras pedrass do Arpoador, clicando tudo o que o que via até se esgotarem as chamdas 36 poses... &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;color:#336666;"&gt;&lt;br /&gt;Muito bem... O tempo passou, empobreci de marré marré. Na época, o Eurico Gaspar Dutra ia visitar meu avô e meu tio era íntimo do Ademar de Barros. Hoje, a máxima celebridade que frequento é um mendigo famoso de Copacaba. Mas ainda faço parte dessa elite que somos, os da net e mais que net, os dos sites de relacionamento. Ok.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;font-size:85%;color:#336666;"&gt;&lt;br /&gt;Até outro dia, ainda valia a pena tirar as fotos e passar do papel pro escaner e desse pro desktop. Já naun dá mais. Nem escaner tenho. O que faço é passar na lan e fazer o transporte da imagem por dois reais. Dois aqui, dois ali, naun é pouco naun. Então, pensei no Photoshop.&lt;br /&gt;Ora, os momentos que quero registrar saun em lugares que, 99% deles, estaun na net, e só dar uma googlada básica. Eu, bem, estou aqui e tenho uma fotenhas e tals. Entaun, o que faço é o seguinte: (exemplo nos meus albuns, a &lt;a href="http://ricardr.multiply.com/photos/photo/3/15.jpg"&gt;minha_foto&lt;/a&gt; no arpoador ao por do sol) Pego a imagem que será a primeira camada, o lugar. Trato de acordo com a luz que havia no momento. Colo as outras camadas pertinentes, eu mesmo, um detalhe da pedra, uma sombra... Saun aas vezes dezenas de camadas.&lt;br /&gt;Naun dá pra identificar a foto original, até porque, uma vez que o faço, descarto-as todas. Me dei conta disso quando uma amiga pediu que lhe desse o original da foto tal (a mencionada), "sem os efeitos". Ora, não existe esse original. O original SAO os efeitos. O lugar, bem, dê uma máquina pra uma criança pequena e peça pra ela tirar uma foto "daqueles dois morros", a primeira camada será exatamente igual se fosse o Cartier-Bresson que trivessse tirado, porque o que resta no fim é apenas o contorno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, lendo um artigo de um amigo numa outra comunidade, sobre os nao-autorees da net (grupo "Boa leitura), fiqeui pensando, eticamente, está correto o que faço? aí o mais engraçado: TODAS as vezes que quis creditar a primeira camada, simplesmente nao achei o nome do fotógrafo... Entaun resta isso: O momento era verdadeiro, estive ali no Arpoador naquele dia e momento, o sol se punha daquele jeito, enfim, a realidade era aquela. Mas naun há foto daquela realidade, apenas o registro via Photoshop.&lt;br /&gt;Uma câmera digital sem dúvida resolveria meu problema de consciência, mas naun a posso agora adquirir, um, e dois: A questaun permancerá, pra outros, cujas montagens a gente vê aos milhares na net (e no caso sao montagens mesmo, pega-se uma foto de celebridade, uma de paisagem, e tome efeito, nada a ver com a vida pessoal do "fotógrafo" emn questaun.&lt;br /&gt;É um caso pra se refletir... E, acho, muito mais a ver com bom senso do que com legalidade/ilegalidade. Porque, no caso dos nao-autores literarios (textos atribuidos a pessoas que jamais os escreveriam, em gerla de auto-ajuda ou mensagens de otimismo), nao há lei e todavia a memória, o espólio literário verdadeiro dos autores está de fato maculado. Aqui naun. Até porque, por razoes que naun cabem nesse texto, fujo de sites "oficiais" como photo.net, onde a briuga naun é por belas imagens, mas é choque de egos mesmo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicada por &lt;a href="mailto:ricardrbr@yahoo.com.br"&gt;Ricardo&lt;/a&gt; de Almeida Rocha  &lt;br /&gt;durante o desfile das escolas de samba na TV&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110774348993960318?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110774348993960318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110774348993960318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110774348993960318' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110770078415356531</id><published>2005-02-06T06:39:00.000-08:00</published><updated>2005-02-06T06:39:44.153-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/640/em-busca-da-terra-do-nunca-.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/320/em-busca-da-terra-do-nunca-.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Finding Neverland &amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110770078415356531?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110770078415356531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110770078415356531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110770078415356531' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110769632576115088</id><published>2005-02-06T05:18:00.000-08:00</published><updated>2005-02-06T05:25:25.763-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-family:arial;color:#336666;"&gt;Jonny Depp define em Em busca da Terra do Nunca uma situação existencial muito peculiar, que diz respeito aa criação artística e ao amor que a cerca. Digo ele define porque naun sei se outro ator o faria. O homem dissipa a vida em nome de uma obra de arte, e esse disspar implica em construir alguma coisa afetiva paralela. Nada há de mundano, de profano, de aprisionado (mesmo numa sociedade mestra em faze-lo). Sublimação perfeita. Fracassos, afetivos e artísticos, nada mais são que o combustível que leva adiante a obra prima, por um lado, e a felicidade, dentro dos limites possíveis, por outro. Nas formas comuns do amor, de resto, é o que se busca e só, ser feliz; ali não. O amor só existe em função do próprio amor, se será feliz ou triste, sabe Deus, o que importa é que, enquanto arter, frutique. Um filme, como de costume os de Depp, de todo elogiável, que habita um universo cada vez mais raro onde o comercio e a arte ainda subsistem, apaziguantes, de modo que, dentre outras coisas, como espectadores viciados na pobreza que o cinema comercial nos impõe, nos redima.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110769632576115088?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110769632576115088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110769632576115088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110769632576115088' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110762376398813373</id><published>2005-02-05T09:00:00.000-08:00</published><updated>2005-02-05T19:44:00.026-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;E porque não espero mais um milagre, é como se as coisas passassem a me dizer serem elas próprias, todas, um milagre, e, assim, tudo eu posso esperar. Então, cheguei em casa, descansei, vi à tarde o sol e a chuva rápida da janela e agora este belo sábado de carnaval vai terminar num passeio pela orla junto às ondas semi-ouvidas, em meio aos transeuntes não percebidos. Vai ter um show de uma banda negra, vinda da África do Sul, mas com jeito de Jamaica, de mulheres, negras lindas, em pleno Carnaval, alternativas do Rio. E tudo ainda sobre o halo do reeencontro com o Val pelo &lt;a href="http://multiply.com/home?t=1107623522"&gt;Multiply&lt;/a&gt;  que mais que isso foi um reencontrto comigo mesmo e meu passado no melhor jeito eliotiano tornado presente e futuro... O minha página no &lt;a href="http://www.1grau.com/ricardr"&gt;1grau&lt;/a&gt; tb tem se mostrado uma bela opção de amizade e reeencontros sem falar na motivação para os textos (o Multiply tb, mas é auqela coisa do Orkut, bad bad server toda hora).  &lt;br /&gt;E afinal tudo terminará bem, porque a Dor que se recusa a apenas se dissipar na fuga, enfim, acaba se transmudando em celebração, e a vida será de novo vida, como antes. &lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Publicado por &lt;a href="mailto:ricardrbr@yahoo.com.br"&gt;Ricardo&lt;/a&gt; Rocha &lt;br /&gt;no sábado de carnaval de 2005, 17:50&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110762376398813373?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110762376398813373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110762376398813373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110762376398813373' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110762270215528279</id><published>2005-02-05T08:58:00.000-08:00</published><updated>2005-02-05T08:58:22.156-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/640/val.jpg'&gt;&lt;img border='0' style='border:1px solid #000000; margin:2px' src='http://photos1.blogger.com/img/173/2590/320/val.jpg'&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Val e Lorena&amp;nbsp;&lt;a href='http://www.hello.com/' target='ext'&gt;&lt;img src='http://photos1.blogger.com/pbh.gif' alt='Posted by Hello' border='0' style='border:0px;padding:0px;background:transparent;' align='absmiddle'&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110762270215528279?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110762270215528279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110762270215528279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110762270215528279' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110758488725970570</id><published>2005-02-04T22:26:00.000-08:00</published><updated>2005-02-04T22:28:07.260-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Carnaval... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma luta de paixão em planos distintos, nos corpos unificados ou naqueles que pouco se tocaram, desmascarados uns e outros pelo mesmo beijo. A silhueta é vária e o rosto renasce no furor de cada nuance onde será a vítima imolada e também no falso altar erguido pela alegria alteada, e no amor que se tentou semear para se proteger de si mesmo e talvez se tenha conseguido. De incenso se embriaga a mãe que oferece o seio ao moribundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tudo se esconde a catarse, que é um passo para a felicidade e outro, maior, para o destino. Nenhuma beleza que fácil se entregue nem a luz visível demais é aquela que esperamos ao seguir a estrela. Nada temos a poupar, porque nada temos e, por isso, ainda nada também a perder. O amanhã desmentirá o hoje e o silvo das seis irá contrariar o ambiente em que o silvo das cinco se fez. A pulsação do mundo não pode ser programada, apresente quantas alegorias apresente. Um enredo de vaga e espuma, sem primeiro nem último dia, desconhece, figlia, o turismo sazonado, e a estada, figlio, se retirará pour morir.         &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma poça de sangue dourado na passarela e um ônibus passando lotado pelo ponto.  Será assim a mulher mais do que ela mesma se unirá à outra que ela é, apaixonada, triunfante, no limite a que escapamos com a idade, junto ao fogão de um ateliê e 'a desistência do hedonismo. O sol concebido ainda entra, a noite desfigurada logo vem. Ao conjugar o verbo das cavernas, busca-se a luz e acha-se o útero. Por que se reprimir? Fidelidade e paz são tão desnecessárias quanto um cachorro calmo e fiel.  A música é mar e, só silente, se consuma. Não creia num deus que não goste de dançar; nem noutro,  que de dançar precise .   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110758488725970570?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110758488725970570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110758488725970570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110758488725970570' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110749989607044072</id><published>2005-02-03T22:50:00.000-08:00</published><updated>2005-02-03T22:52:53.426-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Inventamos sempre e sempre. A vida que não vivemos e aquela que atravessamos. Não importa o que façamos, sempre e sempre estamos inventando - um futuro feliz ou um passado que, se houvesse existido, nos teria feito felizes. Sem isso, não vivemos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginamos um rosto no rosto conhecido e, por força da falta do hábito, sonhamos com nossa iniciação nos transportes do amor. Somos de quem imaginamos ser mais do que seríamos de qualquer outra pessoa real; só em nossa imaginação as pessoas são reais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o calor ocorrem pancadas de chuva à tarde, exceto no noroeste onde o ar volta a ficar mais seco, mas nada percebemos. Houve um golpe de Estado na Africa e no Brasil a atualização das projeções de exportações do complexo de soja brasileiro para 2005 apontou revisão para baixo na receita total estimada. Tudo acontece hoje. Mas ainda nos dedicamos a escrever, a inventar, a viver ontem e amanhã, a nos imaginar felizes. Seríamos alienados? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite é sempre a derradeira noite, o abandono. O cisne se oferece a qualquer um que tente compreender seu sacrifício. Deixa-se, aquieta-se no horto reticente. Levanta as asas, desce junto à árvore de frutos sagrados. Só precisa das asas e de um rosto que possa inventar, atrás da árvore, de cujos frutos não precisa; só precisa de alguém a quem possa se entregar, ao fazer real essa pessoa . &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o cisne, não estamos aqui. Outrora e um dia, eis nosso lugar de felicidade. Precisamos da poesia. A magia das palavras e a busca da metáfora perfeita carregam nossas vidas nos fragmentos poéticos, escapando pela chaminé da fábrica em nossos escritos, que nem precisam fazer sentido, embora façam todo sentido. Não é uma escolha. De fato, se for uma escolha, já não será poesia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110749989607044072?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110749989607044072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110749989607044072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110749989607044072' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110731592171625863</id><published>2005-02-01T19:43:00.000-08:00</published><updated>2005-02-01T19:45:21.716-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#333333;"&gt;&lt;strong&gt;A manhã subia gloriosa e eu não conseguia me levantar. À paisagem branca se agregou o brilho alaranjado do sol quando não se impõe de todo ‘as nuvens. A camada de sons dos prédios vizinhos se espargia sobre meu despertar, que deixava para trás os pesadelos recém enterrados. A incerteza em que se converteu minha vida ganhou uma conotação de vitória, numa simples mensagem que consegui escrever, pois não há vida vitoriosa, mas vidas que vão tendo pequenas vitórias ao longo de seus dias.  O brilho do dia tudo apaga, até mesmo a treva mais teimosa, que se chama desejo de felicidade (porque a felicidade jamais virá de seu desejo, antes a paz nasce, ao inverso, da ausência desse desejo). Cada luz que saí na direção dos vales internos das montanhas, os nossos desígnios mais íntimos, leva essa esperança, de que a gente possa subsistir outro dia e até ser feliz, desde que, paradoxo essencial, isso não busque. Cada jornal na banca estampa uma ilusão e cada um escolhe a sua, e mesmo quem não lê jornais, ao ser assim, definiu também uma posição perante a vida, a saber, não há neutralidade possível. O dia tem autoridade sobre a escuridão porque traz o despertar, que tem autoridade sobre o sonho. Não há ficção possível para retratar a realidade, sempre mais rica, sempre viva; entretanto continuamos chorando pelas personagens das novelas, que não nos exigem compromisso. Está em nossas mãos fazer as coisas, mas o negamos, porque como de outra forma teríamos o argumento de que nada podemos e assim renunciamos ao fazer, ao Outro, permanecendo girando em torno de nossos umbigos? Somos tudo e tudo podemos. O amor tem autoridade sobre a luxúria como essa que a luz do dia entrando pela janela tem sobre meus pesadelos. O céu está dentro de nós; o inferno não é feito de fogo, mas de pensamentos humanos.                  &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110731592171625863?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110731592171625863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110731592171625863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110731592171625863' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110723045128859176</id><published>2005-01-31T20:00:00.000-08:00</published><updated>2005-01-31T20:00:51.290-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;color:#6600cc;"&gt;&lt;em&gt;Quando a gente conquista, não tem ainda a pessoa amada.  Em guerra, é mais árdua a ocupação do que a vitória militar (vide o atual Iraque).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110723045128859176?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110723045128859176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110723045128859176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110723045128859176' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110723039351849482</id><published>2005-01-31T19:58:00.000-08:00</published><updated>2005-01-31T19:59:53.520-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110723039351849482?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110723039351849482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110723039351849482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110723039351849482' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110722847321500767</id><published>2005-01-31T19:26:00.000-08:00</published><updated>2005-01-31T19:27:53.216-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há obras difihceis de conceituar. Pensar É Fazer Música, por exemplo, de Paulinho Moska, está a meio caminho de rock e mpb, sem ser nenhuma das duas coisas. 	&lt;br /&gt;De antemão isso já faz a gente ter simpatia pelas canções, antes mesmo de gostar delas (na época, a entrevista dele no Jô foi não menos estranha, pois parecia antes um filósofo do que compositor, e não deu outra, foi uma das de maior sucesso daquela fase do programa).  Em Busca do Tempo Perdido está muito longe de ser um romance, no sentido tradicional do termo, e no entanto muitos (eu incluso) acreditam ser o maior romance de todos os tempos; não há como ou amar ou odiar, com tendência, pra quem gosta de literatura, pro amor, um livro como esse, que passa suas primeiras vinte páginas contando as "incríveis aventuras" na própria cama de um garoto que, tendo adormecido sobre um livro, agora meio que sonha sonhos eróticos. Só numa virada de lado da ersonagem, da esquerda pra direita na cama, Proust leva três páginas, uma viagem (sério).  Poe dizia, e eu concordo, e Baudelaire concordou também e, mais que isso, fez uma tese a respeito, que toda beleza natural carrega um quê de estranheza. Narra a passagem num conto em que tudo na mocinha era estranho, e a cada peculiaridade dessas, o herói mais se apaixona, mais a acha bela,  a ponto de a amar mesmo quando ela morre, não a lembrança dela, ela mesma, a ponto de ressuscitá-la: aspas seriam só por desencargo de consciencia,  pois de fato a narrativa naun deixa claro se é sonho ou real. Parece lúgubre? Que nada, uma delícia. E por aí... Quinta sinfonia de Beethoven? Tres batidas numa porta, que se repetem aa exaustão. O blues do Mississipi, que gerou Blues (elétrico hoje, de Chicago), jazz e rock, punk e certa música que se faz hoje, sem estilo muito definido aliás (de algum modo, estranha), como a menina que esteve ontem no Fantástico, ou a de  Joss Stone e algo de Alanis; numa primeira audição pra ouvidos despreparados, eu dizia, sobretudo em Robert Johnson,  esse blues é muito chato, um verso que se repete e um refrão, ad infinitun -laralalara-tãntãn... Oh yeah, very strange.... =) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quanto a cinema?  Aqui há diferenças, mas o princípio permanece.     Julia e Julia, que revi esses dias, talvez seja o exemplo mais significativo, em muitos sentidos. Com  Katlen Turner e Sting, é um filme dificil de conceituar. Ora romance, ora terror, ora suspense, ora erótico, boa parte fantástico, sem nunca se definir por nenhum desses aspectos.   Em termos tecnológicos, foi pioneiro na exibição de 1989, reservada a jornalistas e cineastas, para mostra dos processos inovadores da Alta Definição utilizados pela RAI. Isso o tornava bem estranho, pois era TV no cinema, e todavia de uma nitidez incômoda, que mostrava que não era cinema nem TV, mas ainda assim prendia, sabe Deus por que (estranhos) motivos. Por um pequeno detalhe,  o espaço entre as casas, a gente intuia que era filmado no interior da Itália, e isso leva a a imagina-lo como agente do afastamento dos habitantes, aí eu pressentira Trieste, e confirmaria mais tarde a intuição. Trieste, da noite reluzente e dos dias oceanicos... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa sessão futura (há uns três ou quatro anos), em que os cuidados técnicos esmerados subtraíram ao filme aquele halo de magia, substituindo-o por um tipo de video-tape grosseiro no vídeo, apesar de tecnologicamente de ponta, era algo como trocar a pintura de uma mestre pela foto da paisagem que o inspirou-, nessa outra sessão, quando Sting falava com sua própria voz o inglês original (na primeira estava dublado, mira mira, em espanhol),  experimentei forte angústia, talvez porque, já conhecendo uma ficção e tendo aceito as horas que dentro dela passamos como um tempo vicário onde a ilusão assume o papel da realidade com o nosso aval, quando voltamos a nos deparar com essa obra, após termos visto os atores recebendo prêmios mundanos, em entrevistas ególatras, ou simplesmente em outros papéis, ou na futilidade de vidas sem qualquer papel no mundo, ao revermos assim essa ficção, depois que passou pela lisonja ou escárnio da crítica e pelo julgamento do tempo, e, sobretudo, quando somos forçados a nos ater a processos técnicos, a narrativa perde a dimensão de vida que virginalmente lhe concedeu nosso espírito numa primeira leitura, detemo-nos nos detalhes, tudo se torna por demais evidente como fruto do engenho humano, verossímil demais para ser verdadeiro. Você vê uma foto de Trieste e sabe que é real, coloque-se os efeitos que quiser. Programas que criam paisagens, fazem coisas belíssimas, tanto belas que entediam. Nas cidades verdadeiras, há vida, por entranha que seja, como no filme. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém que nunca viu o mar e se delicia ao imaginá-lo pode não conseguir usufruir os seus prazeres quando chega enfim junto à rebentação. A masturbação de um adolescente é mais gratificante muitas vezes que as relações que manterá depois de adulto. E tudo isso sem duvida tem um quê bem forte de beleza, ou seja, de estranheza.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110722847321500767?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110722847321500767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110722847321500767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110722847321500767' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110707985592205187</id><published>2005-01-30T02:10:00.000-08:00</published><updated>2005-01-30T02:12:34.956-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#3366ff;"&gt;&lt;em&gt;Amar você por tanto tempo terminou numa impossibilidade, deixar de amar você. Assim como certas flores, durante o dia por causa do sol se abrem tanto e tanto que, mesmo aa noite, sem o sol, não mais podem se fechar completamente.&lt;br /&gt;O que nos separa do espaço que nos circunda? Quão real ele é? Pressinto algo em meio aa névoa que, púrpura como outrora, não se dissipa. Não deveria ser possível tão facilmente ler dois poemas, seguidos... Como é preciso uma pousada antes de seguirmos viagem de manhã... &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110707985592205187?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110707985592205187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110707985592205187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110707985592205187' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110703451534785828</id><published>2005-01-29T13:33:00.000-08:00</published><updated>2005-01-29T13:35:15.346-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Onde começa a arte? Há vida aí? O humano seria capaz de expressar o que tem tanto de sobrenatural? Comungar com a natureza, com a alma do outro, com as lendas em torno de nossa própria lenda pessoal... É o momento de parar. Olhar.  E só continuar a caminhada tendo refletido essa magia de uma momento fundo do olhar.&lt;br /&gt;Continuar...&lt;br /&gt;Tudo o que fiz até aqui, algumas coisas que tanta inveja causam — viagens, livros etc — não lhes atribuo senão indiferente lembrança. O que importa: o impulso básico na direção de um resto de vida “normal”; uma casa,  um trabalho, uma amada, um quintal....&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110703451534785828?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110703451534785828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110703451534785828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110703451534785828' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110689242094125922</id><published>2005-01-27T22:06:00.000-08:00</published><updated>2005-01-27T22:07:00.940-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Revi Bladde Runner. O tempo e a vida subtraíram ao filme aquele halo de magia,  - algo como trocar a pintura de uma mestre pela foto da paisagem que o inspirou -, porque, já conhecendo uma uma ficção dramática e tendo aceito as horas que dentro dela passamos como um tempo vicário onde a ilusão assume o papel da realidade com o nosso aval, quando voltamos a nos deparar com essa obra, após termos visto osatores recebendo prêmios mundanos, em entrevistas ególatras, ou simplesmente em outros papéis, ou na futilidade de vidas sem qualquer papel no mundo, ao revermos essa ficção, depois que passou pela lisonja ou escárnio da críticae pelo julgamento do tempo, e, sobretudo, quando somos forçados a nos ater aprocessos técnicos, - a narrativa perde a dimensão de vida que virginalmentelhe concedeu nosso espírito numa primeira leitura, detemo-nos nos detalhes,tudo se torna por demais evidente como fruto do engenho de uma humanidade vã,verossímil demais para ser verdadeiro. Alguém que nunca viu o mar e se deliciaao imaginá-lo pode não conseguir gozar os seus prazeres quando chega junto à rebentação.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110689242094125922?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110689242094125922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110689242094125922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110689242094125922' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110679772254931385</id><published>2005-01-26T19:30:00.000-08:00</published><updated>2005-01-26T19:48:42.550-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>se percebemos o processo, aquele que parte do instinto de conservacaun no sentido das mais sublimes alturas...   Você, amado, foi renovado: zera, fica virgem de novo. Pode tudo, como um dia. Reconstruir-se, se preciso, ou só se aperfeiçoar. Aquele detalhe aas vezes pode ser uma coisa essemcial aaquela outra, digo nova, renovadora é melhor,  pessoa, ali do teu lado, agora. Sexo é natural. Intrometer a mente eh interferir na sua plenitude. Já usamos intelecto demais  pro controle de toda a atividade diária, de noite na cama, ah, devihamos de nos dar um tempo...  Algo natural como dormir, e não há teses sobre o sono, ou há até, mas nada precisamos delas, precisamos simplesmente dormir. Dormir com nosso sono. Já o sexo não pode ser só com nosso desejo. Referido em seu sentido,  como dizíamos, natural... Desempenho? quanto de desempenho precisaremos pra dormir, ou para comer um bife, ou para tomar uma delicioso copo de água?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110679772254931385?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110679772254931385'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110679772254931385'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110679772254931385' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110675006080627654</id><published>2005-01-26T06:25:00.000-08:00</published><updated>2005-01-26T06:34:20.806-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Foi apenas ontem ou anteontem, mas passei a descobrir o que há de especial em minha vida hoje, sozinho. Ah, quantos aspectos bons de estar só... Vir ou ir pro centro de ônibus e não de metro, ou o inverso? Ta limpo. Em meia hora de descanso ir dada uma nadada sem ninguém achando que vc está indo dar uma outra coisa “Ada”, azarada ou paquerada no caso. Cinema em plena hora do rush (oras, justamente por causa da hora do rush...). Enfim, a lista é imensa. Sem incluir que nuan com quem discutir a relação, embora, guardando-se o nível, como no filme "Antes do Amanhecer" (e sua recente continuação), eu atém ache bacana. Que mais? Sozinho e mais fácil não ser sedentário. Só é mais viável encarar os obstáculos (a pessoa querida sempre diz isso naun é nada e tals,, o que te impede de encarar, assim saun alguns consolos...). Momentos de lazer são menos estressantes sozinhos, lazer estressante, pois é, passe o paradoxo. Férias pra mim, e faz tempo que naun passava uma de janeiro sozinho, são mesmo inquietantes, podem ser superperigosas, o tédio e a melancolia, perigosa mistura. Aí, só, saio. De repente, quanta coisa boa em estar só. Comer no self-service a qualquer hora, das 10 e meia da manhan ou as 4 da tarde sem alguém recriminar tipo: Mas isso saun horas? E de quebra podem olhar pra mim e eu olhar para elas sem que pareça traição. Enfim. Junto ou separado a vida tem momento ímpares e peculiarmente perfeitos. Há que se descobrir o que e onde, e naun, como cavalo no cercado, pensar na vida pelos campos e lá, ansiar a confortável gaiolinha. Viver a vida que se tem, o grande e insubstituível barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você disse o que, sexo? Ahn... assim: nos próximos posts falo a respeito ok?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110675006080627654?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110675006080627654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110675006080627654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110675006080627654' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110636973177814017</id><published>2005-01-21T20:54:00.000-08:00</published><updated>2005-01-21T20:55:31.776-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cada vez entendo menos o discurso das felicidade que se propaga pela net. Não é claro pelo elogio em si da felicidade, 	&lt;br /&gt;mas pela insistente tentativa de exclusão da tristeza. Como o bem-estar e a dor, não são coisas que se excluem. Toda a felicidade é tremenda justamente por carregar a própria tristeza, como uma forma de se preservar, como a escurisão garante a necessidade e a beleza da luz. Por isso, não só pelos cumes mas também pelos vales, as paisagens se fazem grandiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma com o sexo, com o beijo.  Coisa estranha esse beijo sem contexto, sem história, que existe como um ente separado de um relacionamento. Alguém que não tenha um relacionamento, tem prazer em beijar quem? vai a procurade alguém ou de lábios? pois se até as profissionais do sexo dizem que tudo pode, menos beijar... elas sabem... Beijar bem, ow qualidade estranha... Quem beija bem senão a pessoa que você ama? E adorar sexo, da mesma forma, supoe ter prazer em comungar a vida, pelo corpo, com alguém. Entaun,de fato, ninguém ama sexo, senão quando ama alguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora disso, é um hedonismo patético, mais talvez que a clausura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa comunhão de si , por exemplo,  é felicidade, bem-estar, que carrega em si a futura tristeza da ausência e a dor da saudade. Num mundo pleno há lugar para tudo, há tempo para cada coisa. Aí, todas as coisas são plenas exatamete por serem todas, a vida, uma só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110636973177814017?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110636973177814017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110636973177814017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110636973177814017' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110636924349204070</id><published>2005-01-21T20:45:00.000-08:00</published><updated>2005-01-21T20:47:23.493-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Calcei-me e saltei da cama, saí do hospital direto pra uma lan, viciado vírgula, exceto se for viciado em amizade, 	&lt;br /&gt;EM AMIZADE, não em fotinha natimortas que estao por aí por todas as rtedes,do Orkut ao Multply passando pelo kipox e tralalá. Sabe como, aquela pessoa que vai além da foto, que liga, que na mesma cidade passa ou quando nao pergunta vez em quando como vc está, se estádoente, se está vivo etc... Que dá consolo na doença, pensa em ti antes de nele e todas essas coisas... Não, não bebi nada, nao bebo, cara... hehe.   De lá, do consertador (ou estragador?) de gente, direto pra ver PERTO DEMAIS, que pelo que entendi é um antifilme de Julia Roberts estrelado pela própria. Diálogos fortes... Eita... Coisa rara e mais a Natalie Portman que vem a ser aquela menininha de O profissional (menininha mesmo, tinha uns 8 anos, hoje, bem, hoje, não é mais menina naun).  Queria mesmo ver. Apanhei a mochila joguei as alças no ombro e fui dar de cara com uma fila que me tirou todo o desejo de ver filme; deixa ver o que temos no intercine hoje, A testemunha, ta valendo, aliás tem uma dança entre Harrison Ford e Kelly McGilllis que vale o filme cheio de toques sutis, delicioso, apesar das derrapadas básicas de filme dos home de L.A .  À meia-noite tinha um encontro, naun sei se tenho ainda, vou fazer força. Tudo o que eu queria ao entrar no 1grau era a banalidade dos felizes, será que inda consigo? Não me interessava senão o pouco que a discriminação no mercado de trabalho já naun permite mas devagarzinho as editoras vaun percebendo, espero que os direitos naun fiquem pros meus descentes, os quais aliás naun tenho, mas sem dúvida se morrer bem de vida, ah, apareceraun, descendentes, mulheres, ex-mulheres, filhos legítimos e ilegítimos e sabe Deus...Por agora, em vez, a liberdade de longas estradas dando em lugar nenhum, em lugares-comuns: sequer freqüentei uma universidade (apesar dos muitos diplomas via monografias que por detalhes técnicos foram creditados a outros) ou a plenitude de minha alma freqüentei, e sinto não fazer sentido o legado de meus escritos dispersos. To cansaaaaaaaaado... A magia das palavras e a busca da metáfora perfeita marcam minha vida em fragmentos poéticos volatilizados na chaminé da fábrica que funciona em meu caderno (sim, eu tenho um caderno de papel e escrevo a bic), administrada pelo caos, misturados talvez à perspectiva de um salário de navalha pago antes da falência - ensangüentados crepúsculos solitários derramando-se em minha mente perturbada. E eu não estou sequer entre as melhores cabeças de minha geração, nem escrevi livrinhos de auto-ajuda perfeitos, ou dei entrevistas em programas na madrugada, nem ninguém me fez chorar no Faustão.  Resta-me a idéia da vida legitimada após a morte; da ausência como única circunstância eterna (seremos meros acasos no mundo ou será o mundo o mero acaso em nós, pano de fundo das existências); de a perfeição possível ser póstuma, assim como a verdadeira vida: a imortal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110636924349204070?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110636924349204070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110636924349204070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110636924349204070' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-110117992093153350</id><published>2004-11-22T19:14:00.000-08:00</published><updated>2004-11-25T12:39:03.436-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;Ricardo de Almeida Rocha&lt;br /&gt;Rua Paula Freitas - Copacabana - Rio de Janeiro - 22040010&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; (21)2-548-8640&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Resumo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Jornalista por dez anos (redação, revisão, titulação, &lt;br /&gt;ilustração) até a obrigatoriedade de diploma para exercício da profissão. Depois &lt;br /&gt;disso, funções diversas em editoras. Experiência em rotina administrativa e &lt;br /&gt;redação, elaborar textos e revisar sob pressão de tempo, Photoshop trato com pessoas em biblioteca &lt;br /&gt;Separado, filhos maiores e com vida própria&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1998-2003 - Serviço de texto (consultoria para &lt;br /&gt;teses, monografias e trabalhos acadêmicos em geral) - ghost-writer. &lt;br /&gt;Serviços de ilustrações no Photoshop. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1997-1993- Redação de livros de bolso (para a BCL &lt;br /&gt;Editora - RJ- e Editora Monte Agá -ES. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1991-1990- Editoração eletrónica Montana, Ctba-PR - &lt;br /&gt;revisão, past-up (de mesa), digitação. 1988-1989- Trabalhos eventuais em jornais &lt;br /&gt;e revistas - Lisboa e Madri. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1987-1988 - Jornal Valeparaibano - Auxiliar da &lt;br /&gt;editoria internacional (recebimento e seleção dos telex Estado, comunicação por &lt;br /&gt;telex com as demais fontes, feitura dos textos para chamadas de primeira página &lt;br /&gt;a serem escolhidos, titulação das matérias, revisão de todo o jornal durante a &lt;br /&gt;greve dos revisores). Eventuais participações em matérias especiais para &lt;br /&gt;Domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1986-1980 - Jornais diversos como Diário e Jornal &lt;br /&gt;do Interior (Ribeirão Preto - SP), A voz da Serra (de Nova Friburgo-RJ), Diário &lt;br /&gt;(Jvlle), em funções diversas (em geral as acima mencionadas) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1980-1978- Artífice especial mecânico, Rede &lt;br /&gt;Ferroviária Federal. Ctba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1977- Contínuo e depois Auxiliar Administrativo, &lt;br /&gt;Tribunal de Contas da União (Brasília)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1977-1974 - Convênio Ministério da Educação - INL &lt;br /&gt;(Instituto Nacional do Livro) e FUB (Fundação UnB - Universidade de Brasília). &lt;br /&gt;Escriturário e Auxiliar de Biblioteca na Biblioteca Demonstrativa - Brasília - &lt;br /&gt;DF. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Rio de Janeiro, novembro de 2004&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ricardo de Almeida Rocha &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;ricardrbr@yahoo.com.br&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-110117992093153350?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110117992093153350'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/110117992093153350'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110117992093153350' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-109734475479688605</id><published>2004-10-09T10:51:00.000-07:00</published><updated>2004-10-09T10:59:14.796-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Preferiria acreditar que eles não seriam capazes de nada além das costumeiras chacotas.  Julgava-os apenas crianças. Crianças más, é verdade. Mas apenas crianças. Recusava-me a crer que pudessem fazer algum mal ‘a minha mulher, ainda mais estando acompanhada por nossa filhinha. Não, não eram gente assim hedionda. Mas havia mais de três horas que ela saíra para comprar mantimentos. De nossa casa, na encosta do monte, até o vilarejo, não passava de uma hora de carroça e outro tanto pra voltar.  Os trovões anunciavam a tempestade. Larguei o machado que brandia e limpei as mãos no brim grosso da calça. Entrei em nossa pequena habitação. Não, nada havia acontecido. Mas ia começar a chover forte. Na verdade, com o frio que fazia, era possível que nevasse. O vento varria em rodamoinhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando entrei em casa, vi pela janela que dava para leste a vermelhidão do céu. Do outro lado, nuvens espessas cobriam o monte. Como era então possível aquela luz rubra entrando por meus olhos, vinda do firmamento? O crepúsculo, contudo, era sombrio. As nuvens que pairavam, baixas, estavam carregadas de estranha opressão.   Saí. Não se via um palmo ‘a frente. A noite descia ameaçadora. Precisava ir ‘a cidade. Não que tivesse acontecido alguma coisa com sua mulher e filha. Elas estariam protegidas na casa de Marcel. Ninguém na cidade seria capaz de lhes fazer mal. Não precisava me inquietar. Devia apenas ir encontra-las pois talvez precisassem de mim para acomodar as coisas na carroça. E elas não haviam levado agasalho. Fazia muito frio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havia sido um ano difícil, pensava, enquanto subia na moto. E julho era um mês especialmente árduo para os homens da montanha. O tempo das primeiras nevascas.  Comecei a sentir os pingos da chuva. Gostava do cheiro da chuva na terra; mas, naquele momento, respirei-o como se fora enxofre. Uma insuportável angústia me enchia o espírito. A voz do vento soava severa e gelada. Contemplava o que podia vislumbrar além do monte e discerni a estranha coloração do horizonte. Ondas de fumaça eram trazidas pelos círculos. O cheiro do fogo substituiu o cheiro da chuva e envolveu minhas recordações.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-109734475479688605?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/109734475479688605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/109734475479688605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109734475479688605' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-109721398156105650</id><published>2004-10-07T22:36:00.000-07:00</published><updated>2004-10-07T22:42:32.946-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ouço um trem. Uma buzina. Outra. Vozes. Passam pelas calçadas. Só quem, sendo uma alma morbidamente susceptível, sofreu a miséria, saberá o que seja a pressão a que se é submetido quando não se faz parte do jogo, as humilhações dolorosas e as alegrias potencializadas de um subterrrâneo. Eu, porém, sou no fundo absurdamente normal, e de dura cerviz. Mas sofro, de um jeito ou de outro. Só quem vivencia realidade semelhante poderá imaginar o quanto eu sofro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não era assim após "Julia e Julia", o filme que vi antes de partir de Madrid. Pelo contrário. Estava então sereno, cheio de esperança. Encaminhei-me, com postura e respiração de peito, para um ronda que me deixasse na zona das sopas e vinho, pronto a entrar na taverna mais barata, entra a Porta do Sol e a Praça Maior. Passando por uma banca de jornais, bati o olho num postal sem foto, apenas uma plastficação negra de cartão, espelhando a lâmpada do poste. "Noche. Madrid". Sorri. Comprei. Virei-me e devo ter dado uns cinco passos. Um rapaz me pediu um cigarro. Depois de acendê-lo, propôs-me um chocolate. Dialeto dos fumadores de THC. Maconha, cabonha, ganza, erva, hashis, haxixe, kaia, liamba, joint, pito, porro, charro, chá, chamón - o ficionado sabe que são pinturas diferentes de uma mesma porta, para um mesmno lugar, independe o efeito do nome. "Chocolate", agora: o carimbo do passaporte para a fronteira. Se eu deveria ou não ultrapassá-la, er aum outro, velho e complexo problema no qual eu podia me dar ao luxo de me deter então - o mundo passa, e seus mistérios. O que eu loucamente necessitava era não de droga mas de interlocutor, e a erva sempre se prontificava, sem as cobranças do amigo e - principalmente - da amiga humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim que lhe dei o dinheiro da minha parte, o rapaz foi ter com um vulto na transversal da avenida onde estávamos, do outro lado da rua, sem dizer palavra. Voltou e fomos andando enquanto ele preparava o cigarro. O rapaz, Michel, suíço, pronunciava o espanhol tão corretamente quanto Sting no filme - ele pórem era real como minha alma dilacerada, inclusive cantando o "lhú" de lluvia (começavaa chuviscar) e o "lhê"de calle (convidara-me para ir tomar a sopa num clube noturno e agora me explicava o caminho), diferentemente dos latinos americanos, que davam aos dos eles som de jota. No percurso, pelo cheiro, juntaram-se a no's um italiano e um português. Eu ouvira falar, em Paris, Roma e Lisboa, acerca de Amsterdan, auge dessa europa paralela, a verdadeiramente una, subterrânea; saberia depois o quanto fazia parte do esquema vigente, mas agora estava iludido. Desde o Brasil pensando em mim sobre um bicicleta indo na direção de Den Haag Utrecht, contra o vento aberto no percurso de casinhas ajardinadas e tetos graciosos, à semelhança das casas de boneca. Possivelmente, nunca iria conhece-lo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-109721398156105650?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/109721398156105650'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/109721398156105650'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109721398156105650' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-109654891636986566</id><published>2004-09-30T05:54:00.000-07:00</published><updated>2004-09-30T05:55:16.370-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando as aulas estavam para começar, o pessoal se reunia ali fora, na Xavier, da mesma classe, mas nem sempre. Namorava-se. Quer dizer, eram outros tempos, e podia existir um namoro platonico. Ficar, nem pensar. Era legal. Eu por exemplo lembro da Monica, como eu da terceira do ginásio. Na mesma classe, havia o Rabelo, colega de mesa de poquer, bem como  Pinguim. Ficamos em recuperação da terceira para a quarta (ou da quarta para o científico?). O professor de Matemática aliviou aos 45 do segundo tempo e passamos raspando.  Quando se pensou em uma nova era, que nada, o ano seguinte veio fulminante.  Adolecencia não é definitivamente época de descanso.  Tinha aula de desenho, com esquadro e compasso, e Framncês era matéria "que reprovava" (ainda é?). Depois das provas, a gente caminhava por aqueles corredores suspensos,  ecoando. Lá na sala de baixo, tinha aula de música... Não reprovava não. Aprendia-se por exemplo a cantar o hino e eu paguei um dia nas atividades lúdicas o mico de cantar Help pra a sala toda... Até hoje fico vermelho. A aula de música aliás, era ministrada ao lado da secretaria onde a dona... ah, me falha a memória... deixa eu pensar...   Estefania... Dona Estefania Rielmond ou seria Helmond... braba mas muito gentil (como só os brabos sabem ser). Ela indicou no final do ginásio que eu deveria ser matriculado no 2. ciclo... Parece não outra época, mas outro mundo. Mas algumas coisas não mudaram. Por exemplo, de vez em quando uma mina arrumava rolo com cara casado, em geral deixando todos nós, os meninos, em suspenso Era como se estivesse traindo a nos todos... Lembro agora do Mário Paiva, tipo um pioneiro do metrossexual... Terminada a aula de ginástica, lá em cima, ele se trocava e, saindo do vestiário, levava séculos balançando os cabelos pra lá e pra cá, para sec-alos, imagina-se.  E tinha o Paulo Roberto, bad boy de bom coração.  Colégio Mallet Soares... Passando ali hoje, não reconheço mais sequer a rua, quanto mais o lugar. Não há mais aquela Xavier, nem a (balança) Ceres da farmácia da esquina, a que pegava todo mundo...  Impossível não ser nostálgico. Todavia, dói pensar que preferi a estrada, e sumir no mundo, não pelo colégio, que eu amava, mas por tudo que rolava fora dele, em geral em casa mas também nas subidas do Cantagalo ou na escadinha Saint-Roman... Tudo fugidio, embora tantas coisas aparentemente permaneçam. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-109654891636986566?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/109654891636986566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/109654891636986566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109654891636986566' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6760332.post-109604143207299630</id><published>2004-09-24T08:55:00.000-07:00</published><updated>2004-09-24T15:58:55.066-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;HTML&gt;&lt;HEAD&gt;&lt;TITLE&gt;&lt;/TITLE&gt;&lt;br /&gt;&lt;META http-equiv=Content-Type content="text/html; charset=windows-1252"&gt;&lt;br /&gt;&lt;META content="MSHTML 6.00.2800.1106" name=GENERATOR&gt;&lt;/HEAD&gt;&lt;br /&gt;&lt;BODY&gt;&lt;br /&gt;&lt;P&gt;&lt;EM&gt;&lt;FONT face=Verdana color=#009300 size=2&gt;Quem dentre vós é inteligente? &lt;br /&gt;Quem dentre vós é sábio? Mostre-o pelo bom trato as obras&amp;nbsp;em mansidão de &lt;br /&gt;sabedoria&amp;nbsp;(Tiago 3:13)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amanheceu o primeiro dia do Festival de Cinema do Rio. Fechei novamente os olhos. O peito arfava 'as batidas pesadas de meu coração. A inspiração enchia-me de vida exterior. Nos pensamentos, relativos ao momento imediato, imprimiu-se, digressivo, o colorido de recordações. Na voz dos pombos 'a janela, um desenho passado pelo padre do internato. Os primeiros raios da manhã, em que nascia o arrulhar, retroagiram 'a primeira varanda sob um arrebol, ou 'a madrugada em que eu saíra 'a luz, vindo do ventre de minha mãe.  E, como ouvisse os ecos do carro de som de um candidato uma canção com fundos de gaivotas, minha vida, ao som da respiração profunda, ansiou antigos voos para o futuro, que parece demarcado pelo meu aniversário depois de amanhã.  Ambiguas, minhas lágrimas queimavam como o instante de um reencontro e as reminiscencias me trouxeram praias de minha adolescencia. O pulsar do colchão sob mim ateava-me 'a alma um rubor vivísismo, qual o Verbo no princípio, no momento em que fervilhavam esperanças com aspecto de alimento entre o sabor e o azedume, no decorrer de horas pêndulas em dias semelhantes 'aqueles em que a consciência nos faz acovardar, diante de claridade gloriosa de um dia apenas reconhecido por certa memória imprecisa confundindo-se 'a perspectiva do livramento, quem sabe por meio de uma mudança de cidade e o recomeço num outro trabalho, estreita passagem, escura como a madrugada próxima ao amanhecer que eu vi, e, mesmo antes da luz, pelo sol redimida. Dentre os filmes do festival, Nina - adaptação de Crime e Castigo, eterno Dostoiesvki dos pobres e humilhados...       &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;BODY&gt;&lt;br /&gt;&lt;P&gt;&lt;A href="mailto:ricardrbr@yahoo.com.br"&gt;&lt;FONT face=WST_Swed &lt;br /&gt;color=#0000ff&gt;Ricardo&lt;/FONT&gt;&lt;/A&gt;&lt;FONT face=WST_Swed color=#0000ff&gt; &lt;br /&gt;&lt;/FONT&gt;&lt;/P&gt;&lt;/BODY&gt;&lt;/HTML&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6760332-109604143207299630?l=folhaspartidas.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/109604143207299630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6760332/posts/default/109604143207299630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://folhaspartidas.blogspot.com/2004_09_01_archive.html#109604143207299630' title=''/><author><name>Ricardo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16499609810437591331</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='26' src='http://3.bp.blogspot.com/_VT9bgpYJKnw/SX8URmsHoNI/AAAAAAAAEg8/kL4bXI0Dhrs/S220/escrever-e-viver.jpg'/></author></entry></feed>
